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Publicado em 12/02/2026, às 19h15 Foto: Reprodução/Instagram/Wikimedia Commons Redação BNews São Paulo
Uma marca discreta no lóbulo da orelha, conhecida como Sinal de Frank, voltou a ser citada depois da morte do influenciador Henrique Maderite, vítima de infarto.
A dobra diagonal nessa região é apontada há décadas como um possível indicativo de risco cardiovascular.
Por mais que não seja um diagnóstico por si só, o sinal é considerado por médicos como um alerta que pode gerar uma investigação mais aprofundada.
Descrito em 1973 por um pneumologista americano, o sinal de Frank é uma prega diagonal no lóbulo da orelha.
O especialista observou, naquela época, uma associação entre essa fissura e a presença de doença coronariana, condição caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias do coração, dificultando o fluxo sanguíneo.
A intensidade da dobra varia bastante. Ao portal VivaBem, o cardiologista Eduardo Lima, do Hospital Nove de Julho e líder da cardiologia da Rede Américas, explicou que existem classificações em graus, sendo o estágio mais grave aquele em que o lóbulo aparenta estar quase dividido.
Estudos clínicos passaram a investigar a relação entre a marca e obstruções coronarianas identificadas por exames como o cateterismo. As pesquisas encontraram correlação estatística entre a presença da prega e a ocorrência de aterosclerose.
Segundo Carlos Eduardo Abrahão, médico do serviço de cardiologia e de cirurgia cardiovascular do Hospital São Vicente de Paulo, o sinal está principalmente associado à aterosclerose, doença inflamatória provocada pelo acúmulo de gordura nas artérias e que pode levar a infarto, AVC e doença vascular periférica.
Além do sinal de Frank, existe outro achado físico que pode aumentar a suspeita clínica: a prega anterotragal. Essa dobra aparece na região do tragus, pequena saliência localizada na parte frontal da orelha.
Eduardo Lima destaca que um estudo brasileiro realizado pela Unesp de Botucatu identificou associação ainda mais forte com doença coronariana quando a prega anterotragal estava presente juntamente com o Sinal de Frank.
De acordo com o cardiologista, essas alterações podem funcionar como marcadores de envelhecimento vascular, já que pesquisas relacionam as pregas a mudanças microvasculares parecidas com as observadas na aterosclerose.
Ele ressalta, enfim, que a presença isolada do sinal não deve gerar pânico e que a avaliação precisa considerar o conjunto de fatores de risco, como histórico familiar, níveis de colesterol, diabetes e tabagismo.
Outros sinais físicos associados ao risco cardiovascular incluem os xantelasmas, pequenas placas amareladas que costumam surgir nas pálpebras. Essas lesões estão relacionadas a distúrbios das gorduras no sangue.
Um estudo realizado na Dinamarca e publicado em 2011 no British Medical Journal apontou que pessoas com xantelasmas apresentam risco 48% maior de sofrer infarto.
A pesquisa indicou que essas marcas podem funcionar como indicador de maior probabilidade de doenças cardiovasculares.
Já os xantomas são depósitos de gordura que aparecem em tendões e outras regiões do corpo, também associados às dislipidemias.
Eles podem causar dor e inchaço, principalmente nos dedos, mas também surgem em calcanhares e pés. Esses sinais refletem alterações metabólicas que favorecem o desenvolvimento da aterosclerose.
Carlos Eduardo reforça que a existência dessas marcas não determina que a pessoa necessariamente terá um infarto. Segundo o cardiologista, esta é apenas uma correlação estatística.
O maior aviso está na possibilidade de identificação antecipada de risco. Ao observar alterações físicas associadas a fatores predisponentes, o médico pode solicitar exames complementares e orientar intervenções preventivas.
Especialistas ressaltam que a prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz contra o infarto.
Manter o colesterol sob controle, praticar atividade física regularmente, largar o tabagismo e realizar acompanhamento médico são medidas fundamentais para cuidar da saúde.
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