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Publicado em 13/10/2025, às 20h37 Foto: Reprodução/Telemundo/TV Globo Marcela Guimarães
Pouca gente sabe, mas Odete Roitman teve outro assassino no remake internacional de “Vale Tudo”.
A adaptação, chamada de “Vale Todo”, foi produzida em 2002 para o público hispânico dos Estados Unidos, resultado de uma parceria entre a Globo e a Telemundo.
O final, porém, surpreendeu, já que o fim foi completamente diferente da versão original de 1988. Na versão brasileira, Leila (Cássia Kis) é quem atira na empresária Odete Roitman (Beatriz Segall), acreditando que a vítima era Maria de Fátima (Gloria Pires), amante de seu marido, Marco Aurélio (Reginaldo Faria).
Na versão internacional, a vilã ganhou outro nome: Lucrecia Roitman, interpretada pela atriz cubana Zully Montero. No Brasil, o papel foi eternizado por Beatriz Segall e atualmente está nas mãos de Debora Bloch.
No remake, o mordomo Eugenio é revelado como o verdadeiro assassino, papel vivido por Julio Rodríguez.
O personagem, originalmente interpretado por Sérgio Mamberti, volta na nova produção brasileira com Luís Salém, que também está entre os suspeitos.
No remake hispânico, Eugenio mata Lucrecia por conta das crueldades cometidas por ela contra a própria filha, Heleninha (Alejandra Borrero), de quem o mordomo era protetor e confidente.
Em 1988, a personagem foi vivida por Renata Sorrah; na versão de 2025, Paolla Oliveira assume o papel da alcoólatra.
“Vale Todo” foi uma tentativa da Globo de expandir sua teledramaturgia para o mercado latino dos Estados Unidos. A produção, inédita no Brasil, foi exibida exclusivamente pela Telemundo.
Por mais que o elenco fosse formado por artistas de diversos países (como México, Peru, Argentina, Cuba, Colômbia e Venezuela), as gravações aconteceram no Rio de Janeiro, mantendo o padrão da história original.
A versão também contou com uma participação especial de Antônio Fagundes, que interpretou Salvador, pai da protagonista Raquel. No remake, a personagem foi vivida por Itatí Cantoral, famosa por interpretar a vilã Soraya Montenegro em “Maria do Bairro” (1995).
A adaptação do texto de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères foi para Yves Dumont, que já havia trabalhado na Record e mais tarde no SBT. Por conta do baixo desempenho da novela, o roteiro passou para as mãos de Walther Negrão.
O fracasso de audiência fez com que as duas emissoras abandonassem a ideia de novos remakes naquele momento.
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