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Brasileirão: veja os jogadores estrangeiros que podem pedir naturalização brasileira

A legislação prevê quatro anos de residência contínua para a naturalização ordinária, mas o prazo pode cair para um ano em alguns casos  |  Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Publicado em 23/09/2026, às 23h04   Foto: Cesar Greco/Palmeiras   Marcela Guimarães

A diminuição gradual do limite de jogadores estrangeiros nas competições organizadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deve aumentar a importância da naturalização para atletas que já construíram uma trajetória no futebol brasileiro.

Com menos vagas disponíveis nos elencos, jogadores que obtêm a cidadania brasileira deixam de ocupar uma das posições destinadas a estrangeiros.

Um dos exemplos mais recentes é o zagueiro Walter Kannemann. O jogador conseguiu a cidadania brasileira neste ano e, com isso, deixou de ocupar uma vaga de estrangeiro no Grêmio.

A possibilidade também existe para outros atletas que estão há anos no país. O meia uruguaio Giorgian de Arrascaeta, por exemplo, iniciou o processo de naturalização em 2023. Ele está no Brasil desde 2015, quando foi contratado pelo Cruzeiro.

Germán Cano (Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense FC via Fotos Públicas)
Gustavo Gómez (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

Quatro anos de residência

A naturalização ordinária, nome dado oficialmente ao processo, exige que o estrangeiro tenha residência no Brasil por pelo menos quatro anos, de maneira contínua e por tempo indeterminado.

Para dar entrada no pedido, o interessado precisa preencher um formulário junto à Polícia Federal, responsável por encaminhar o processo ao Ministério da Justiça.

Também é necessário ser maior de 18 anos, conseguir se comunicar em português e não ter condenação penal ou estar reabilitado nos termos da legislação.

O prazo de residência pode ser menor em determinadas situações. Caso o estrangeiro tenha um filho nascido no Brasil ou seja casado com brasileiro ou brasileira, por exemplo, o período exigido cai para um ano. A mesma regra vale para cidadãos de países lusófonos, como Portugal e Angola.

O que acontece se o jogador deixar o Brasil?

A contagem do tempo de residência também leva em consideração os períodos em que o estrangeiro permaneceu fora do país. Segundo o g1, há limites para essas ausências.

Para quem precisa cumprir um ano de residência, a ausência total pode chegar a três meses. No caso de exigência de dois anos, o limite é de seis meses. Já para o período de quatro anos, são permitidos até 12 meses de ausência.

Assim, um jogador que deixa o Brasil para atuar no exterior pode ter a contagem afetada. Se permanecer fora do país por período superior ao permitido, o prazo passa a ser contado novamente a partir de seu retorno.

Quem já pode iniciar o processo?

Além de Kannemann, que já garantiu a cidadania, o ex-meia Andrés D'Alessandro também é outro nome conhecido do futebol brasileiro que passou pelo processo.

Entre os jogadores estrangeiros atualmente em atividade no país, há vários que já atingiram o tempo necessário para solicitar a naturalização.

No Palmeiras, por exemplo, Gustavo Gómez, Joaquín Piquerez e Flaco López estão entre os atletas que cumprem o período de residência.

A lista inclui ainda jogadores de clubes como São Paulo, Flamengo, Internacional, Atlético-MG, Vitória, Vasco e Coritiba.

Estrangeiros que já atingiram o período exigido

*Cidadãos de países lusófonos podem solicitar a cidadania após um ano de residência no Brasil.

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