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Publicado em 26/07/2026, às 19h38 Foto: Fernando Roberto via Flickr Marcela Guimarães
O ex-presidente do São Paulo, Julio Casares, se pronunciou pela primeira vez sobre as acusações de possíveis desvios de recursos do clube.
Em entrevista ao UOL, o dirigente negou qualquer irregularidade, admitiu o uso do cartão corporativo para despesas pessoais que, segundo ele, foram ressarcidas, e afirmou ser alvo de uma disputa política interna.
Ele rebateu as suspeitas de desvios financeiros e afirmou que jamais participou de operações envolvendo saques ou depósitos de dinheiro do clube.
Eu não sou ladrão. Eu jamais faria isso”, declarou.
Segundo ele, o controle de pagamentos em espécie era responsabilidade dos setores financeiro e contábil do São Paulo, e não da presidência.
As investigações apuram supostos saques que somariam R$ 11 milhões entre 2021 e 2025, além de depósitos de R$ 1,5 milhão em sua conta pessoal.
O ex-dirigente confirmou que utilizou o cartão corporativo para despesas particulares durante viagens com a delegação, mas afirmou que todos os gastos foram devolvidos ao clube com correção monetária.
Segundo Casares, o valor ressarcido foi de pouco mais de R$ 400 mil ao longo de cinco anos de gestão, e não de R$ 1 milhão, como chegou a ser divulgado.
Casares também negou conhecimento sobre o suposto esquema de venda irregular de ingressos para um camarote do Estádio MorumBIS durante shows. De acordo com ele, o espaço era destinado ao uso institucional do clube e de jogadores não relacionados para as partidas.
Eles ficam ali pois [o lugar] está próximo do vestiário. É um camarote que tem uma localização quase atrás do gol e não tem comercialização”, disse ele.
Ao falar sobre sua saída da presidência, o ex-dirigente afirmou que foi vítima de uma “traição” e atribuiu as denúncias a uma disputa pela sucessão no comando do São Paulo.
Segundo Casares, seu capital político despertou interesses internos e, após o avanço das acusações, houve uma movimentação para enfraquecer sua liderança dentro do clube.
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