Farinha Lima

Contrato fantasma

Bastidores fervem, discursos escorregam e a elite paulistana prova que crise também pode ser performance.  |  Foto: Imagem feita por IA

Publicado em 25/03/2026, às 07h00   Foto: Imagem feita por IA   Farinha Lima

A Câmara Municipal de São Paulo ouviu, na CPI do Jockey Club de São Paulo, uma arquiteta que diz ter trabalhado anos no local sem nunca ter contrato direto nem recebido os valores que aparecem em denúncias.

Entre Lei Rouanet, planilhas misteriosas e e-mails ignorados, vereadores já levantam a hipótese de uso de “laranja”. No meio de tanta versão desencontrada, o único consenso é que tem mais coisa correndo por fora do que dentro da pista.

Corrida prolongada

Por falar nisso, a CPI do Jockey Club de São Paulo ganhou mais 120 dias para tentar entender o emaranhado de contratos, débitos e suspeitas que cercam o clube. Após depoimento com indícios de irregularidades e até possível crime, vereadores falam em acionar a polícia e ampliar a investigação. Se depender do ritmo dos trabalhos, a apuração ainda vai dar muitas voltas. E, pelo visto, longe de qualquer linha de chegada.

Make São Paulo Great Again

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Enquanto São Paulo acumula problemas bem conhecidos dos eleitores, uma ala da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo resolveu cruzar o mapa até o Texas para tratar de estratégia política e alinhamento partidário. No roteiro, reuniões com Eduardo Bolsonaro e aliados, com foco declarado nas eleições de 2026.

No fim das contas, parece que a prioridade era mesmo ensaiar um “Make São Paulo Great Again” versão caipira, ainda que o roteiro passe mais por Donald Trump do que pelos problemas reais daqui.

Advogado baiano da Faria Lima melado de Master

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Nos corredores da Faria Lima a conversa é uma só: o advogado baiano melado de Master. Nos bastidores, a leitura dos operadores é de que tem quem saiba aproveitar o momento e virar o jogo a seu favor.

Enquanto isso, na ponte aérea entre Salvador e São Paulo, ele mantém uma rotina de agendas discretas e encontros bem longe dos holofotes. Mas todo mundo sabe que ninguém fica “melado” por acaso.

Blackface do PL

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A deputada Fabiana Bolsonaro (PL) conseguiu transformar uma sessão na Assembleia Legislativa de São Paulo em um caso judicial com múltiplos capítulos. Após aparecer maquiada de marrom em protesto contra Erika Hilton,em um gesto classificado como “blackface”, a parlamentar passou a ser questionada não só pelo ato, mas também por mudanças em sua autodeclaração racial, que foi de branca em 2020 para parda em 2022, o que levantou suspeitas sobre acesso a recursos do fundo eleitoral.

Para completar o enredo, vieram à tona contratos milionários conquistados por empresas ligadas ao marido na cidade de Barrinha, onde ela foi vice-prefeita. No fim, o que começou como um protesto performático acabou virando um teste prático de coerência política; e jurídica.

USP sem filtro

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A Universidade de São Paulo volta ao centro das conversas, e não exatamente pelos rankings acadêmicos. De um lado, a demissão do professor José Maurício Rosolen, após denúncias de assédio em Ribeirão Preto, segue rendendo disputa entre defesa e instituição, com direito a recurso e narrativa de “trajetória” em xeque.

De outro, um docente do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo, na casa dos 50 anos, viraliza nas redes ao expor um relacionamento com uma jovem de 19, marcado por postagens de estética infantilizada que dividiram opiniões. Em comum, dois episódios que mostram que, dentro e fora da sala de aula, a vida universitária anda oferecendo mais polêmica do que tese, e nem sempre com banca para arbitrar.

Climão no Lolla

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O Lollapalooza Brasil 2026 acabou rendendo mais barulho fora do palco após o jogador Jorginho relatar que a filha, fã de Chappell Roan, teria sido abordada de forma “extremamente agressiva” por um segurança ao apenas passar pela mesa da cantora em um hotel, o que teria feito a criança chorar.

A versão ganhou repercussão internacional e mobilizou torcedores nas redes, até que a artista veio a público dizer que não presenciou a cena, que o segurança não era de sua equipe e que nem a menina nem a mãe fizeram nada de errado, pedindo desculpas pelo ocorrido.

A situação ganhou novo capítulo quando a esposa do jogador, Catherine Harding, afirmou que o profissional “estava com a cantora”, ainda que não soubesse se era de sua equipe direta, mantendo a divergência sobre quem, afinal, responde pelo episódio que transformou um simples encontro de hotel em um imbróglio público.

Vorcaro na mesa

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A Justiça de São Paulo abriu uma vitrine pouco convencional ao mirar o patrimônio do banqueiro Daniel Vorcaro e sua família: na lista que agora carrega o carimbo judicial aparecem desde uma aeronave Gulfstream G700 de centenas de milhões até mansões em Brasília e na Flórida, hotel de luxo em Campos do Jordão, iate, obras de Pablo Picasso e participações em negócios variados.

A medida, que não bloqueia os bens mas dificulta vendas discretas, busca garantir o ressarcimento de credores em meio à crise do Banco Master. No fim, o inventário chama mais atenção pelo roteiro de ostentação do que pelo juridiquês, como se a investigação tivesse aberto o closet financeiro para mostrar que até jatinho vira peça de prova.

Classificação Indicativa: Livre


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