Farinha Lima
Publicado em 21/10/2026, às 07h00 Foto: Reprodução/TV Globo e Alesp Farinha Lima
O deputado estadual Marcelo Aguiar (PL) foi parar na delegacia depois que um disparo de sua arma atingiu de raspão o apresentador Fred Bruno, da TV Globo, durante uma confusão em uma balada no Itaim Bibi, em São Paulo.
Testemunhas relataram que o parlamentar aparentava estar muito embriagado e importunava mulheres. O gabinete, por sua vez, atribuiu o episódio a uma reação adversa a medicamentos. A Polícia Civil investiga se o tiro foi acidental ou intencional.
A ocorrência ainda rendeu outro detalhe: segundo a Polícia Militar, o deputado se identificou como parlamentar na entrada da casa noturna e não passou por revista. O flagrante não foi formalizado em razão da imunidade parlamentar, e o Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo deve investigar o caso.
Foi à balada, sacou a arma e acabou no centro de uma confusão. O tiro pode até ter sido acidental, mas a repercussão veio em cheio.
O Ministério Público de São Paulo quer que a vereadora Eduarda Campopiano (PL) seja condenada por transfobia contra a deputada federal Érika Hilton (PSOL). Horas após o resultado do primeiro turno, Campopiano se referiu à parlamentar trans como “um homem biológico” em uma publicação nas redes sociais. A Promotoria pede R$ 100 mil por danos morais coletivos, retratação pública, participação em curso sobre inclusão social e que a vereadora se abstenha de novas manifestações transfóbicas. O pedido ainda será analisado pela Justiça.
Campopiano foi a mulher mais votada para a Assembleia Legislativa de São Paulo, enquanto Érika Hilton liderou a votação feminina para a Câmara dos Deputados.
O close foi publicado nas redes, mas agora pode render explicações na Justiça.
A manifestação em apoio a Flávio Bolsonaro (PL), realizada no domingo (18), reuniu 71,9 mil pessoas no pico, segundo levantamento do Monitor do Debate Político, ligado à USP. O número virou motivo de questionamento: os deputados estaduais Lucas Bove, Gil Diniz e Tenente Coimbra, do PL, pediram explicações sobre a metodologia e os dados usados na contagem. Também apontaram falta de isonomia, já que o grupo não mediu o ato pró-Lula, no dia 11, por restrições ao uso de drones.
O levantamento usa inteligência artificial para identificar pessoas em imagens aéreas. Os pesquisadores afirmam que as fotos podem ser consultadas e conferidas manualmente.
Na Paulista, a disputa não é só por espaço no asfalto. Agora, até a conta de quem apareceu virou assunto de palanque.
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que a Prefeitura de São Paulo monitorava o vazamento de dados do Smart Sampa como uma espécie de “isca” para identificar acessos indevidos. Segundo reportagem do UOL, informações sigilosas do sistema ficaram expostas na internet por quase 11 meses, período em que imagens de 58 mil câmeras poderiam ter sido acessadas.
Nunes negou uso indevido das imagens e disse que o agente da Guarda Civil Metropolitana responsável por deixar públicos 181 logins foi exonerado e será investigado pela Corregedoria. O prefeito classificou o sistema como seguro, apesar da exposição dos dados.
No Smart Sampa, a isca era para pegar quem acessasse. Só faltou explicar como os dados ficaram expostos por quase 11 meses.
O deputado federal André Janones (Rede-MG) recebeu alta nesta terça-feira (20), após ser internado com arritmia cardíaca em São Paulo. Depois de passar pela Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o parlamentar deixou o hospital com uma promessa: “Volto com força máxima”.
Janones também aproveitou a saída para falar de política e redes sociais. Disse que compartilhou seus conhecimentos sobre algoritmos e engajamento e afirmou que a extrema direita não voltará a ter hegemonia nas plataformas digitais.
O coração já recebeu alta. A disputa pelo algoritmo, pelo visto, não tem previsão de repouso.
A Prefeitura de Marília, no interior de São Paulo, virou alvo de uma ação do Ministério Público após gastar R$ 2,254 milhões com shows de Gusttavo Lima e Maiara e Maraisa. Para o órgão, R$ 1,7 milhão remanejado para pagar as apresentações estava previsto inicialmente para Saúde e Educação. O MP quer anular os contratos, mas a Justiça negou o pedido de liminar. O órgão recorreu.
A prefeitura nega que tenha usado verbas vinculadas às duas áreas e afirma que os recursos vieram de saldos livres do Tesouro Municipal. Também defende os shows como parte de uma política de incentivo ao turismo e ao desenvolvimento econômico.
Na hora de contratar os sertanejos, o orçamento encontrou o tom. Na hora de explicar de onde veio o dinheiro, começou a desafinar.
O Corinthians, afundando cada vez mais, demitiu Marcelo Paz, executivo de futebol que chegou ao Parque São Jorge em dezembro de 2025 com a missão de organizar a casa.
Menos de um ano depois, a casa continua desorganizada, a torcida perdeu a paciência e o dirigente virou mais uma peça sacrificada. Tudo isso enquanto o clube tenta descobrir como sair de uma sequência de nove jogos sem vencer no Brasileirão.
A gestão de Osmar Stábile também não ajuda a tranquilizar a Fiel. Com dívidas próximas de R$ 3 bilhões, três transfer bans ativos e atrasos em salários, direitos de imagem e premiações, o Corinthians parece ter transformado a administração do futebol em sobrevivência.
Se a situação administrativa já parecia um teste de resistência, o campo resolveu colaborar com o drama.
Depois de mais um jogo sem vencer, o goleiro Hugo Souza admitiu o que a torcida já não consegue disfarçar: existe, sim, medo de disputar a Série B em 2027.
O resultado interrompeu uma sequência de oito derrotas consecutivas, mas não foi exatamente motivo para abrir o champanhe. Com 33 pontos, o Corinthians permanece na 16ª colocação, apenas um acima do Internacional, primeiro time dentro da zona de rebaixamento.
O Ministério Público do Trabalho registrou 663 denúncias de assédio eleitoral no trabalho nos primeiros 19 dias de outubro, uma média de 35 por dia. Em setembro, foram 553 registros, alta de 713% em relação ao mesmo mês de 2022. As denúncias envolvem situações como ameaças de demissão, redução salarial e pressão para votar em determinado candidato. O aumento, porém, não significa necessariamente que os casos cresceram na mesma proporção, já que a conscientização e os canais de denúncia também avançaram.
Até agora, o órgão firmou 36 termos de ajustamento de conduta com empresas e ajuizou 25 ações em 2026. O recado vale para quem transforma o local de trabalho em palanque e o contracheque em instrumento de pressão. Tem patrão querendo escolher o voto do funcionário. Só esquece que urna não é caixa de empresa e eleitor não é subordinado na cabine.
Amilton Jusselino, indiciado por homicídio doloso qualificado após atropelar e matar Carlos Boulos, tio do ministro Guilherme Boulos, não teve a prisão preventiva decretada pela Justiça de São Paulo. O Ministério Público pediu a prisão, mas o juiz considerou suficientes medidas cautelares, mesmo após o motorista ser acusado de acelerar contra o idoso durante uma discussão de trânsito e fugir do local.
A decisão determina comparecimento mensal à Justiça, restrições para sair de casa e suspensão da carteira de habilitação. Carlos, de 80 anos, morreu após passar três dias internado. O caso aconteceu na Avenida 23 de Maio, em São Paulo.
O atropelamento foi fatal, mas a resposta judicial veio com freio de mão puxado: por enquanto, nada de prisão.
A morte de Anderson Felipe Pereira Santos, de 31 anos, após ser contido e algemado por policiais militares na Consolação, se soma a uma sequência de casos fatais envolvendo pessoas em suposto surto psiquiátrico em São Paulo. Em menos de duas semanas, Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, morreu após ser atingido por 27 tiros em Moema; Antônio Nunes Batista, de 40, foi morto com 24 disparos na zona norte; e Camila Pereira da Silva, de 32, também morreu durante uma ocorrência policial. Os episódios reacenderam questionamentos sobre a atuação da Polícia Militar em situações de crise.
No caso de Anderson, os policiais afirmaram que ele apresentou sinais de mal súbito após ser imobilizado. As tentativas de reanimação não impediram sua morte, e a Polícia Civil aguarda imagens das câmeras corporais para esclarecer a dinâmica da ocorrência. Em São Paulo, a sequência de mortes durante abordagens policiais deixa uma pergunta difícil de ignorar: quantas ocorrências ainda terminarão em tragédia antes de as circunstâncias serem esclarecidas?
A Justiça suspendeu a licença ambiental de um projeto de aterro sanitário em São Vicente, no litoral paulista, após apontar irregularidades no licenciamento e questões relacionadas à contaminação do solo. O empreendimento previa receber até mil toneladas diárias de resíduos da construção civil, além de instalar um aterro com capacidade para 2,19 milhões de metros cúbicos de rejeitos. Para o juiz, uma obra dessa dimensão não poderia ser autorizada apenas por meio de um Relatório Ambiental Preliminar. As atividades foram suspensas, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.
O caso tem outro detalhe: a empresa responsável, a PGV, não possui registro de propriedade civil do terreno. Ela tem apenas um arrendamento ligado à concessão de lavra para extração de areia, que não autoriza automaticamente a instalação de um aterro. A companhia discorda da decisão e afirma que o projeto ofereceria uma alternativa ambientalmente adequada para a região. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou que ainda não havia sido intimada.
A empresa tinha autorização para extrair areia, mas queria transformar a área em destino de toneladas de resíduos. Por enquanto, o projeto está parado e a lista de problemas segue em aberto.
Lula lançou o desafio: abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de familiares, desde que Flávio Bolsonaro (PL) faça o mesmo. O presidente formalizou o pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas o senador não pretende aderir à proposta, segundo aliados ouvidos pelo SBT News. Nos bastidores, a campanha de Flávio classificou a iniciativa como uma “armadilha” eleitoral e alegou que faltam cinco dias para a votação.
A justificativa é que a divulgação poderia gerar acusações e pedidos de investigação sem tempo para apuração. Flávio, portanto, prefere não entrar nessa aposta. Afinal, abrir os sigilos não está no pacote, e o argumento da campanha é que tudo não passa de estratégia eleitoral.
Como diz o velho ditado, quem não deve, não teme. Mas, nessa disputa, parece que abrir o extrato virou um risco maior do que enfrentar o adversário no palanque.
Felca anunciou um novo vídeo com a frase “eu me escondi por tempo demais”, despertando especulações de que faria um posicionamento político. Parte dos apoiadores de Lula esperava uma declaração favorável ao presidente, mas o conteúdo publicado na madrugada de 20 de outubro tratava de outro assunto: o influenciador relatou episódios de bullying na escola, fobia social, ansiedade e problemas com o álcool. A expectativa por um recado político deu lugar a críticas, cobranças e ataques pessoais.
Entre as reações, houve usuários que debocharam dos relatos de Felca, disseram que ele mereceu sofrer bullying e chegaram a sugerir que tirasse a própria vida. O influenciador Felipe Neto também criticou a publicação, enquanto a conta Point Pop cobrou um posicionamento político. Pelo visto, para parte da torcida, até um desabafo sobre saúde mental precisa passar pelo filtro eleitoral.
Daniella Marques, coordenadora do núcleo econômico da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), arrumou uma saia-justa ao defender uma regra de transição de dois anos para beneficiários do Bolsa Família que conseguirem emprego formal ou abrirem um negócio. Em entrevista à CBN Bahia, afirmou que “as pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família”. A declaração provocou repercussão negativa e abriu espaço para críticas de adversários. Camilo Santana, coordenador da campanha de Lula (PT), acusou Flávio de pretender cortar recursos de programas sociais. Com o desgaste, Daniella gravou um vídeo para explicar a proposta, enquanto o candidato foi às redes sociais negar que acabaria com o benefício. Flávio acusou Lula de espalhar “fake news” e garantiu que manteria o programa.
Mas a saia-justa não termina na fala da coordenadora. Publicações antigas de Flávio, recuperadas pelo g1, mostram que, entre 2011 e 2013, quando era deputado estadual no Rio de Janeiro, ele criticava programas de transferência de renda, associava benefícios ao clientelismo eleitoral e chegou a chamar um programa estadual de “bolsa-farelo”. Em junho de 2013, escreveu que “o PT perpetua a pobreza com o bolsa-farelo”. Agora, o candidato promete manter o Bolsa Família se eleito. As críticas antigas, por sua vez, foram apagadas e precisaram ser resgatadas de um banco histórico de redes sociais. Flávio quer manter o Bolsa Família, mas as críticas ao benefício ele preferiu deixar no passado. Apagadas, de preferência.
A quatro dias do segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL) reuniu Gusttavo Lima, Zezé Di Camargo, Marrone, Rodolffo e Giovani na fazenda do senador Wilder Morais (PL), em Nerópolis (GO). O encontro contou ainda com empresários e apoiadores, em uma conversa descontraída com demonstrações de apoio ao candidato. Gusttavo Lima publicou um vídeo agradecendo a presença do presidenciável.
Com a eleição na reta final, o candidato reforça as alianças e ganha companhia de peso no mundo sertanejo. Na disputa pelo Planalto, Flávio foi buscar reforço na fazenda. Agora, falta combinar com o eleitor quem vai ficar com a última moda de viola.
A Rede Loto, empresa ligada ao advogado Willer Tomaz, pagou R$ 5 milhões por uma licença para operar apostas no Rio de Janeiro. A companhia lançou a Loto Carioca em 2023 e, depois, passou a operar sob a marca BestBet, mas deixou de divulgar a plataforma.
Também informou à Loterj mudanças envolvendo outras casas de apostas, embora afirme que duas delas nunca chegaram a operar. Segundo a coluna de Demétrio Vecchioli, do Metrópoles, a empresa declarou ter recebido cerca de R$ 732 mil em depósitos de apostadores em dois anos e meio, sem explicar por que investiu na licença e manteve uma operação sem divulgação.
O caso ganhou dimensão política porque a Polícia Federal investiga operações envolvendo a Rede Loto, Willer e o senador Flávio Bolsonaro (PL). A empresa controladora da Rede Loto, a offshore Cathedral Holdings, pagou viagens para Flávio e familiares. Willer nega irregularidades e afirma que a Rede Loto nunca lançou uma operação comercial de apostas.
Cinco milhões pela licença, pouca divulgação e muitas perguntas. Nessa aposta, o mistério parece render mais que o negócio.
Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, integrou a equipe de advogados do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado de matar Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, com um tiro de fuzil em Niterói (RJ), em 2021. O caso voltou ao debate da Band, quando Lula questionou a atuação do senador na defesa do PM. Flávio respondeu que não se pode criminalizar a advocacia antes do julgamento. O policial nega que o disparo que matou a menina tenha partido de sua arma e ainda não foi julgado.
A participação de Flávio consta em um acórdão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de 2024, que rejeitou um recurso da defesa para evitar que o policial fosse levado a júri popular. O episódio é mais um capítulo da atuação jurídica do candidato que promete render novas revelações. Pelo visto, o passado de Flávio tem mais defesas a apresentar do que ele gostaria de lembrar.
O debate entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado pela Band no domingo (18), ganhou um segundo placar fora do estúdio. Na checagem em tempo real, o portal Aos Fatos classificou dez declarações de Flávio como falsas, nove como imprecisas e duas como verdadeiras. Entre os pontos contestados estão as afirmações de que a criminalidade explodiu no Brasil, de que 73% dos presidiários votaram em Lula e de que o presidente e Janja gastaram R$ 7 bilhões em viagens.
O senador também distorceu informações sobre a queda dos juros futuros e o tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Lula teve 16 afirmações consideradas verdadeiras, cinco imprecisas e duas falsas, incluindo a declaração de que a economia só voltou a crescer acima de 3% após seu retorno à Presidência.
A checagem também confirmou um dado mencionado no confronto: até setembro de 2026, o Aos Fatos havia contabilizado 43 declarações falsas de Flávio sobre Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Esse número, porém, corresponde a um levantamento anterior, não apenas ao debate.
No embate da Band, sobrou acusação para os dois lados, mas os verificadores encontraram mais declarações falsas e imprecisas entre as falas do senador. No palco, os candidatos disputaram a narrativa. Fora dele, o placar indigesto ficou por conta dos fatos.
Cinco organizações da sociedade civil pediram ao Congresso dos Estados Unidos que investigue a atuação da Meta nas eleições brasileiras. A carta cita reportagens sobre restrições a contas de Lula, recomendações de conteúdos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro e anúncios políticos irregulares que movimentaram cerca de R$ 2 milhões.
As entidades cobram explicações técnicas e a preservação de registros internos. A Meta nega interferência eleitoral e atribui os episódios relatados a falhas técnicas ou erros não intencionais.
As organizações ressaltam que as inconsistências não comprovam favorecimento deliberado a nenhum candidato. Ainda assim, querem que os congressistas investiguem como a plataforma aplicou suas regras durante a campanha. A eleição é no Brasil, mas, quando o algoritmo entra em campo, até Washington é chamado para conferir o VAR.