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Osmar Stábile pode ser afastado após denúncia do MP por prejuízo de R$ 721 mil ao Corinthians

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Segundo a denúncia, Stábile teria autorizado 15 pagamentos à Bear Security, gerando prejuízo de R$ 721 mil aos cofres do Corinthians  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Corinthians TV
Marcela Guimarães

por Marcela Guimarães

Publicado em 15/09/2026, às 15h29 - Atualizado às 15h31



O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou o presidente do Corinthians, Osmar Stábile, por apropriação indébita no caso envolvendo a empresa Bear Security.

De acordo com a denúncia, obtida pelo Estadão, o dirigente teria usado dinheiro do clube para pagar uma empresa de segurança privada considerada irregular e que, segundo a investigação, atenderia exclusivamente a Stábile e seus familiares.

O MP estima que a contratação tenha causado um prejuízo de R$ 721.194,66 aos cofres do Corinthians. Entre julho de 2025 e agosto de 2026, Stábile teria autorizado 15 pagamentos à Bear Security, com valores que variaram de R$ 33 mil a R$ 65 mil.

Promotoria pede afastamento

Além da denúncia, o promotor Cassio Conserino solicitou à Justiça o afastamento de Stábile da presidência do Corinthians. As medidas cautelares requeridas incluem a proibição de acesso às dependências do clube e de contato com testemunhas e dirigentes.

O MP também pediu que o dirigente seja impedido de deixar o país sem autorização judicial e que não possa realizar viagens nacionais superiores a oito dias sem autorização.

A Promotoria requer ainda o bloqueio de bens de Stábile, “reparação por danos morais e ressarcimento por danos materiais” ao Corinthians e o encaminhamento do caso à comissão de ética do clube.

Segundo Conserino, a Bear Security não possuía autorização da Polícia Federal para prestar serviços de segurança privada. A empresa também emitia notas fiscais exclusivamente para o Corinthians.

Clube contesta irregularidades

O Corinthians afirma que a contratação seguiu corretamente os procedimentos internos.

Quando o caso veio à tona, em junho, o clube declarou que Stábile “solicitou a contratação da empresa por relação de confiança nos profissionais” e que o contrato “passou pelo sistema de compliance”.

Osmar Stábile foi procurado para comentar a denúncia, mas não se manifestou.

Na semana passada, o MP havia estabelecido prazo de cinco dias para que o presidente do Corinthians apresentasse explicações sobre a contratação da empresa. O período terminou no último sábado (12).

A investigação foi aberta pelo MP-SP no início de agosto, depois que surgiram suspeitas sobre o uso de recursos do Corinthians para custear a segurança particular do dirigente.

Empresa só prestou serviços ao Corinthians

Criada em janeiro de 2025, a Bear Security possui registros de serviços prestados exclusivamente ao Corinthians. Segundo reportagem do Sport Insider publicada em junho, os contratos somavam R$ 586.987,65.

A empresa tem sede no bairro de Realengo, no Rio de Janeiro, e conta com dois profissionais que já foram policiais militares. Antes da chegada de Stábile ao cargo atual, os dois haviam trabalhado para o dirigente e seus familiares.

Em outubro de 2024, quando ainda era vice-presidente da gestão de Augusto Melo, Stábile viajou ao Nordeste acompanhado dos dois profissionais para participar de um casamento.

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