Farinha Lima

Velho guerreiro do TJ

Aposentadoria, para alguns, é apenas mudança de endereço  |  Foto: Criada por IA

Publicado em 17/06/2026, às 07h00   Foto: Criada por IA   Farinha Lima

Aposentadoria, para alguns, é apenas mudança de endereço. Longe do gabinete, um ex-desembargador do TJ paulista continua marcando presença entre antigos colegas, desta vez por telefone. As chamadas, dizem nos bastidores, costumam vir acompanhadas de pedidos de atenção especial a determinados processos. Oficialmente, ele não aparece nos casos. Extraoficialmente, aparece até demais. Chacrinha ensinava que quem não se comunica se trumbica. Pelo visto, há quem descubra que comunicar demais também pode dar dor de cabeça.

Sinal Amarelo

Acostumado a desfilar com folga nas pesquisas paulistas, Tarcísio de Freitas ganhou um motivo para olhar o retrovisor. Levantamento da RealTime Big Data mostra Fernando Haddad numericamente à frente na capital, ainda que dentro da margem de erro, e empatado na Região Metropolitana. Como São Paulo e o entorno concentram quase metade do eleitorado estadual, o resultado acende um sinal amarelo no Palácio dos Bandeirantes.

Plano B

A campanha de Flávio Bolsonaro anda enfrentando um problema que nenhum marqueteiro gosta de admitir: a ausência dos convidados de honra. Enquanto as pesquisas mostram perda de fôlego e Lula abrindo vantagem, Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas seguem mantendo distância prudente do projeto presidencial do senador. Nos bastidores da direita, a demora em embarcar na candidatura alimenta uma dúvida incômoda: será que os principais aliados ainda enxergam Flávio como plano A?

A volta da Dona Taxa

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Dona Taxa é dessas figuras que nunca vão embora de verdade. Pode sumir por um tempo, trocar de nome, fazer uma harmonização econômica e aparecer com um visual mais moderno, mas uma hora ela sempre toca a campainha.

Agora, depois de um breve período sabático, ela ensaia seu retorno às compras internacionais vestida de CBS, uma sigla tão elegante que te faz esquecer que continua sendo uma cobrança.

A promessa é de modernização. Já no carrinho de compras do brasileiro, a sensação lembra aquele ex que volta dizendo estar diferente. Talvez esteja mesmo.

Bolsa Família Bolsonaro

Flávio resolveu visitar alguns territórios antes considerados problemáticos ao bolsonarismo raiz. O filhote de Jair chegou a dizer que o Bolsa Família é um “direito adquirido”, defendeu a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e ainda defendeu a imprensa. Para quem acompanhou os últimos anos da direita brasileira, foi quase uma sessão de terapia.

O gesto mais simbólico veio ao reconhecer como erro a relação do governo do pai com veículos de comunicação. Depois de anos tratando jornalistas como adversários políticos, a campanha parece ter descoberto que manchetes negativas não desaparecem por decreto. Chamam isso de amadurecimento em Brasília?

Papuda Plus

Vorcaro ainda vive dias de luta e nenhum de glória. Depois de duas tentativas frustradas de colaboração premiada, a permanência na ala mais confortável da Superintendência da Polícia Federal passou a ter prazo de validade. Agora, a bola está com André Mendonça, que decidirá se o Master Boy continua no mesmo lugar ou conhece acomodações mais convencionais do sistema prisional brasileiro.

A situação lembra aqueles programas de fidelidade que prometem benefícios enquanto a negociação segue ativa. Com a PGR e a PF rejeitando a nova proposta de delação, a possibilidade de transferência para a Papuda ganhou manchete.

Faz o L ou faz o F

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E tem nova pesquisa em São Paulo. Chegou uma curiosidade estatística digna da política brasileira: Flávio lidera numericamente a corrida presidencial no estado, mas divide com Lula o topo da rejeição. Em resumo, ambos aparecem fortes entre quem gosta deles e igualmente eficientes em mobilizar quem não gosta.

O retrato é o seguinte: de um lado, o petista enfrenta desaprovação majoritária no maior colégio eleitoral do país. Do outro, o filhote de Jair lidera intenções de voto, mas também acumula rejeição na casa dos 50%. Só que as urnas ainda estão distantes…

Atualiza a planilha

Em algum lugar de Brasília, um economista olhou para a planilha da inflação e teve uma crise existencial. Como explicar um país que assina três streamings, paga armazenamento em nuvem, compra créditos em aplicativos e ainda é medido por hábitos que parecem saídos de uma novela da década de 90? Foi aí que nasceu o debate sobre atualizar a fórmula que calcula o custo de vida dos brasileiros.

O protagonista dessa história poderia ser o senhor Geraldo Índice, que passou décadas observando o preço do cafezinho enquanto ignorava aquela assinatura que ninguém lembra que contratou. Agora ele descobre que o mundo mudou sem avisá-lo. Será que a inflação está errada ou a realidade é que insiste em não caber na planilha? Bom, enquanto isso, o brasileiro segue usando o método estatístico mais confiável do país: olhar o extrato do banco e concluir que tudo está caro.

Classificação Indicativa: Livre


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