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Publicado em 08/10/2026, às 22h38 Foto: Divulgação/BYD Marcela Guimarães
A BYD prepara uma nova geração do Dolphin Mini com mudanças que vão além do visual. Antes do início das vendas na China, detalhes do hatch elétrico revelam melhorias no desempenho, no espaço interno e nos equipamentos de conforto.
A proposta é melhorar a competitividade do modelo, principalmente ao comparar o modelo com o Geely EX2. As duas gerações devem continuar disponíveis ao mesmo tempo no mercado chinês.
Os novos recursos da cabine incluem banco do motorista com função de massagem, equipamento normalmente associado a veículos de categorias superiores.
O modelo também passa a contar com dois compartimentos de armazenamento escondidos sob os assentos traseiros, além de uma saída de ar ajustável para os passageiros da segunda fileira.
Outro destaque fica no painel, que incorpora uma tela flutuante de grandes dimensões. O display utiliza uma divisão de 30% e 70%: a área menor é destinada às informações do veículo, enquanto a maior fica com os recursos de entretenimento.
As dimensões também mudaram. O novo Dolphin Mini mede 4,20 m de comprimento, 1,81 m de largura e 1,57 m de altura. Para comparação, a versão vendida no Brasil tem 3,78 m de comprimento, 1,71 m de largura e 1,58 m de altura.
O entre-eixos, distância entre os centros das rodas dianteiras e traseiras, passou de 2,50 m para 2,65 m. A medida é a mesma utilizada pelo Geely EX2 e indica uma ampliação do espaço entre os eixos.
A BYD ainda não informou a capacidade do porta-malas traseiro com os bancos na posição normal. Com os assentos rebatidos, o volume pode chegar a 1.380 litros.
A novidade é a inclusão de um compartimento de bagagem dianteiro, conhecido como frunk, com capacidade declarada de 94 litros.
A criação desse espaço foi viabilizada pela mudança na disposição do conjunto elétrico. Diferentemente do modelo atual, o novo hatch passa a ter o motor instalado na parte traseira.
A mudança de configuração mecânica vem acompanhada de um aumento de potência. O novo Dolphin Mini entrega 129 cv, ante os 75 cv da versão vendida no Brasil. O torque ainda não foi confirmado oficialmente, mas a estimativa é de que fique próximo de 20 kgfm.
Os compradores na China poderão escolher entre duas baterias, com capacidades de 30 kWh e 39,2 kWh. Segundo o ciclo de medição chinês CLTC, a autonomia deve variar entre 320 km e 420 km, conforme a configuração escolhida.
Uma possível novidade adicional é o suporte a um sistema de recarga ultrarrápida. De acordo com a reportagem do Car News China, o recurso poderia elevar a carga da bateria de 10% para 97% em apenas nove minutos. A informação ainda depende de confirmação oficial.
A parte mecânica recebeu outra atualização importante: a suspensão traseira com eixo de torção dá lugar a um sistema independente do tipo multilink. As rodas passam a utilizar pneus 205/60 R16, mais largos e altos do que os 175/55 R16 encontrados no modelo atual.
Na parte de fora do carro, a nova geração mantém elementos que remetem ao Dolphin Mini conhecido hoje. Por outro lado, as proporções maiores deixam evidente o crescimento da carroceria. Na dianteira, os faróis ficaram mais estreitos e o para-choque ganhou outro desenho.
A traseira concentra uma das alterações visuais mais perceptíveis, com o abandono das lanternas interligadas. No teto, a presença de um sensor LiDAR sugere a adoção de sistemas avançados de assistência à condução (ADAS), possivelmente de nível 2 ou superior.
A BYD ainda não detalhou quando o novo Dolphin Mini poderá chegar a outros mercados, incluindo o Brasil.
*Com informações do site Car News China
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