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Imposto de Renda 2026: entenda os erros comuns que podem custar caro

Antes mesmo da Receita Federal divulgar prazos e regras oficiais, dúvidas recorrentes e pontos de atenção já exigem organização antecipada  |  Foto: Divulgação

Publicado em 29/01/2026, às 09h40   Foto: Divulgação   Érica Sena

Mesmo sem calendário divulgado, o Imposto de Renda 2026 começa a preocupar quem sabe que deixar tudo para a última hora costuma custar caro.

Parte das discussões envolve mudanças já anunciadas pelo governo, mas boa parte dos erros segue ligada a confusões antigas, que se repetem ano após ano e acabam levando muitos contribuintes à malha fina.

Faixa de isenção maior, mas não agora

A ampliação da faixa de isenção para quem recebe até R$ 5.000 por mês é a principal novidade anunciada para o Imposto de Renda. Para rendas entre R$ 5.000 e R$ 7.350, foi criado um modelo de redução gradual do imposto, evitando o chamado “efeito degrau”, como citado pelo site Info Money.

Apesar da expectativa, essas regras não se aplicam ao IR 2026. Elas valem para rendimentos de 2026 e só entram no ajuste feito em 2027, o que ainda gera confusão entre contribuintes.

Isenção não significa dispensa da declaração

Um erro comum é achar que, por não pagar imposto mensalmente, a declaração não é obrigatória. Isenção do IR na fonte não elimina a obrigação de declarar.

Foto: Freepik

Ganhos de capital, operações na Bolsa, posse de bens acima do limite ou rendimentos isentos elevados continuam exigindo a entrega da declaração. Ignorar isso pode resultar em multa e CPF irregular.

Declaração pré-preenchida exige conferência

A declaração pré-preenchida facilita o processo, mas não substitui a revisão cuidadosa. Dados patrimoniais, valores históricos de bens e algumas rendas não vêm automaticamente preenchidos.

A responsabilidade pelas informações continua sendo do contribuinte, mesmo quando os dados são importados de outras fontes.

Rendimentos fora do salário entram no radar

Aluguéis, freelas, serviços eventuais e ganhos por plataformas digitais precisam ser informados. Mesmo valores baixos são cruzados pela Receita, já que muitas fontes pagadoras comunicam esses dados automaticamente.

Erros que levam à malha fina

Omissão de rendimentos de dependentes e deduções indevidas, especialmente médicas, seguem entre os principais motivos de retenção da declaração.

O que dá para fazer desde já

Organizar informes de rendimentos, recibos de despesas dedutíveis e documentos de bens desde o início do ano reduz erros e estresse.

Antecipação não elimina todas as dúvidas, mas diminui bastante o risco de surpresas desagradáveis no caminho do Imposto de Renda 2026.

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