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Publicado em 23/01/2026, às 20h00 Foto: Divulgação Marcela Guimarães
A decisão do Banco Central de decretar a liquidação extrajudicial do Will Bank, anunciada na última quarta-feira (21), levantou dúvidas entre os clientes, principalmente em relação às faturas do cartão de crédito.
Com o fim das operações e o aplicativo fora do ar, muitos se perguntam como ficam os pagamentos pendentes.
Apesar da paralisação dos serviços, as obrigações financeiras assumidas antes do problema continuam válidas.
Isso significa que compras já realizadas seguem registradas e precisam ser quitadas normalmente, mesmo sem o funcionamento total do banco digital.
A liquidação extrajudicial não cancela dívidas. O processo tem como finalidade organizar os ativos e passivos da instituição, mas não elimina compromissos firmados entre o banco e seus clientes.
Assim, as faturas do cartão de crédito do Will Bank seguem ativas. Deixar de pagar pode gerar juros, encargos e outras penalidades previstas em contrato.
Clientes que já haviam gerado ou recebido o boleto antes da liquidação podem utilizá-lo normalmente.
Esses boletos são registrados no sistema bancário e podem ser pagos em casas lotéricas, bancos físicos, bancos digitais ou aplicativos de pagamento que aceitem boletos.
Mesmo com o aplicativo do Will Bank indisponível, o processamento do pagamento não depende do funcionamento da plataforma do banco emissor.
Desde que o boleto esteja dentro do prazo de vencimento e com o código de barras válido, o procedimento segue o mesmo de antes.
Nos casos em que o cliente não conseguiu emitir o boleto, perdeu o acesso ao app ou está com um boleto vencido sem opção de reemissão, a recomendação é agir com cautela.
Segundo dicas do site TechTudo, é importante guardar todas as comunicações recebidas do Will Bank ou relacionadas ao processo de liquidação.
Também vale reunir provas de que o pagamento não pôde ser feito, como registros de falhas no aplicativo, comunicados oficiais sobre a liquidação e documentos que demonstrem a falta de opções viáveis naquele momento.
Em processos de liquidação extrajudicial, o Banco Central nomeia um administrador responsável por conduzir o encerramento da instituição e orientar os clientes sobre como regularizar pendências financeiras. Esse profissional, enfim, é conhecido como liquidante.
No caso do Will Bank, o Banco Central escolheu Eduardo Félix Bianchini para a função. Ex-servidor do próprio BC, ele já trabalhou em outros processos semelhantes e também responde pela liquidação do Banco Master.
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