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Publicado em 10/04/2026, às 15h36 Roque de Sá/Agência Senado Bernardo Rego
Durante palestra feita para alunos Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA-USP), em São Paulo, o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, esclareceu que o comportamento dos criminosos que atacam o sistema financeiro mudou.
De acordo com Galípolo, por conta digitalização do sistema as organizações criminosas passarem a atuar focadas nos crimes cibernéticos, fazendo com que o Banco Central precisasse intensificar a supervisão e regulação do mercado.
“Hoje ninguém mais assalta banco. Todo mundo vai entender como é que vai conseguir corromper uma instituição menor. Quando você tinha esses tipos de assalto, quando era uma agência, você tinha fisicamente os bandidos entrando na agência e levando dinheiro. Quando é digital, você não enxerga aquilo fisicamente”, esclareceu o Galípolo.
Segundo o executivo, os criminosos foram se especializando no mundo digital e acompanhando as transformações tecnológicas para cometer ilegalidades. O sistema financeiro precisou, ao mesmo tempo, aperfeiçoar constantemente os mecanismos de segurança.
“Você tem essa mudança, que é esperada: vai ser um dinheiro que é físico, um dinheiro digital. O crime vai se movimentar e atuar aqui, enquanto o sistema tem de atuar deste outro lado. Esta é uma dimensão que demanda que a gente se atualize também", disse o presidente do BC.
Ainda de acordo com o economista, o BC “mudou uma série de regras a partir do ano passado” e impôs maiores restrições e mecanismos de monitoramento e segurança para alertar o sistema financeiro sempre que identifica “algum tipo de movimentação que é diferente”.
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