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Novo Centro Administrativo de SP envolve empresa já suspensa em PPP

Uma das empresas do consórcio vencedor do Novo Centro Administrativo de São Paulo já havia sido inabilitada em outra parceria público-privada  |  Foto: Divulgação/Governo de SP

Publicado em 27/02/2026, às 10h46   Foto: Divulgação/Governo de SP   Redação BNews São Paulo

Uma das cinco companhias que compõem o consórcio vencedor do leilão do Novo Centro Administrativo de São Paulo já enfrentou problemas em outra parceria público-privada.

A empresa foi declarada inabilitada em uma licitação anterior após análise que apontou falhas na documentação técnica e jurídica apresentada.

O consórcio responsável pelo novo projeto é formado por cinco empresas, com participações distintas:

Foto: Divulgação/Agência SP

Disputa anterior com terminal Parque Dom Pedro II

Segundo o UOL, RZK e Zetta já estiveram em lados opostos em uma concorrência realizada no ano passado para a revitalização do terminal Parque Dom Pedro II. A PPP previa investimento estimado em R$ 717 milhões.

Na ocasião, a Zetta Infraestrutura e Participações S/A apresentou a proposta vencedora, com contrapartida pública de aproximadamente R$ 5,6 milhões. O consórcio concorrente, que incluía a RZK, ofertou R$ 5,8 milhões.

No dia seguinte ao resultado, enfim, o Tribunal de Contas do Município determinou a suspensão da concorrência por “irregularidades”.

A prefeitura chegou a interromper o processo, mas retomou a análise após três meses, reavaliando a documentação da vencedora.

Falhas técnicas e jurídicas

Em 12 de setembro, a Coordenadoria de Desestatização e Parcerias comunicou oficialmente a inabilitação da Zetta Infraestrutura. O órgão identificou “não conformidade” nos documentos apresentados, principalmente nos critérios de habilitação técnica e jurídica.

No aspecto técnico, dois pontos do edital não foram comprovados:

Segundo a análise, nenhum dos atestados entregues atendeu integralmente às exigências do primeiro item. Além disso, os documentos teriam sido emitidos em nome de pessoa jurídica sem vínculo societário comprovado com a empresa participante, em desacordo com as regras de comprovação de experiência.

Em relação ao segundo requisito, foi demonstrado valor inferior à metade do investimento mínimo exigido. Também houve apontamento de descumprimento de um dos critérios de habilitação jurídica previstos no edital.

A empresa não apresentou recurso e o processo seguiu com a análise da segunda colocada. O contrato foi assinado em 10 de fevereiro de 2026.

Perfil das empresas do consórcio

A Zetta Infraestrutura se apresenta institucionalmente como referência em infraestrutura e engenharia, com atuação em áreas como habitação, saneamento, rodovias, iluminação pública, equipamentos urbanos e empreendimentos imobiliários.

O Grupo Zetta integra a holding U2S, que também reúne a Conasa Infraestrutura e a Rede Satélite, rede de postos de combustíveis.

Já a RZK Empreendimentos Imobiliários é responsável pelo projeto Reserva Raposo, bairro planejado na zona oeste da capital paulista. O empreendimento prevê 124 torres residenciais e mais de 22 mil apartamentos, com capacidade estimada para 80 mil moradores.

O grupo RZK foi fundado há quase cinco décadas, atua em 20 estados e conta com mais de mil funcionários.

A Engemat, criada em 1996, concentra operações de infraestrutura e habitação, especialmente em Alagoas e na Paraíba, atendendo clientes públicos e privados.

A M4 Investimentos é uma empresa familiar com participação acionária em companhias do setor de infraestrutura e concessões.

Por fim, a Iron Property atua no segmento de compra e venda de imóveis.

Classificação Indicativa: Livre


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