Política
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (26) que o fim da Cracolândia, no centro da capital, não foi obra do acaso. “Não foi milagre, foi técnica”, declarou, ao defender a estratégia adotada pelo Estado, segundo o Poder360.
A declaração foi feita durante o leilão da parceria público-privada do novo centro administrativo estadual, que será erguido na região dos Campos Elíseos, área simbólica do projeto de requalificação urbana defendido pelo governo.
De acordo com o governador, o processo envolveu a criação de 700 leitos para desintoxicação segura, mudança na abordagem terapêutica, abertura de três novas unidades policiais e implantação de 44 casas terapêuticas. Também houve cadastramento individual das pessoas atendidas e cruzamento de dados com bases oficiais.
“Método, perseverança. Não foi espalhamento”, afirmou. Para ele, faltava um “investimento icônico” capaz de impulsionar a transformação urbana do centro paulistano.
O projeto do novo centro administrativo prevê investimento de cerca de R$ 6,1 bilhões e prazo de concessão de 30 anos.
O Consórcio MEZ-RZK Novo Centro ofereceu desconto de 9,62% sobre a contraprestação pública, reduzindo o valor mensal a R$ 69,2 milhões, abaixo do teto estipulado, de R$ 76,6 milhões. A entrega está prevista até 2030.
A proposta é concentrar aproximadamente 22 mil servidores estaduais em Campos Elíseos, com promessa de ganho de produtividade e eficiência. O complexo terá integração com equipamentos culturais como a Sala São Paulo, a Praça Júlio Prestes, o Jardim da Luz e a Pinacoteca de São Paulo.
Segundo Tarcísio, trata-se da “maior transformação urbana” da cidade desde a reforma do Vale do Anhangabaú. Ele também afirmou que enviará à Assembleia Legislativa proposta para que o novo centro receba o nome de Silvia Maria Delveneri Domingos, como forma de “eternizar esse legado”.
Classificação Indicativa: Livre