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Publicado em 27/05/2026, às 08h00 Foto: Reprodução/Freepik Fernanda Montanha
O mercado brasileiro de medicamentos à base de semaglutida começou a ganhar novos concorrentes após o fim da exclusividade da patente da substância no país. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o registro do Ozivy, desenvolvido pela EMS, que passa a ser o primeiro produto nacional autorizado a competir nesse segmento.
A aprovação representa um novo movimento na disputa pelas chamadas “canetas emagrecedoras”. O Ozivy se tornou a primeira caneta com semaglutida fabricada no Brasil a alcançar essa etapa regulatória, abrindo caminho para futuras concorrentes no setor, segundo a Gazeta de SP.
A semaglutida é utilizada em medicamentos como Ozempic e Wegovy, amplamente procurados por pacientes em tratamento contra obesidade e diabetes tipo 2. Desde março, quando terminou a patente da Novo Nordisk no Brasil, farmacêuticas passaram a disputar espaço em um mercado bilionário impulsionado pela alta demanda.
O registro do Ozivy foi concedido pela modalidade de “desenvolvimento abreviado”, aplicada a medicamentos produzidos com substâncias já conhecidas. Mesmo assim, as empresas ainda precisam comprovar segurança, eficácia e qualidade perante a Anvisa.
Nos últimos meses, a agência realizou análises técnicas sobre produtos à base de semaglutida. Em abril, alguns pedidos chegaram a ser barrados devido a inconsistências documentais e falhas regulatórias. Agora, a autorização do Ozivy marca a entrada oficial de uma nova concorrente nacional no setor.
A expectativa de especialistas é que a chegada de mais fabricantes aumente a concorrência e pressione os preços das canetas nos próximos anos. Apesar disso, os produtos não seguem exatamente o mesmo modelo dos genéricos tradicionais.
Segundo especialistas, a semaglutida é considerada uma molécula complexa, o que exige que cada laboratório cumpra exigências regulatórias próprias antes de iniciar a comercialização.
A resolução da Anvisa prevê versões diferentes do Ozivy, incluindo soluções injetáveis para aplicação subcutânea em canetas e cartuchos de variados volumes.
Mesmo com o registro liberado, o medicamento ainda não possui data oficial para chegar às farmácias brasileiras. Antes do lançamento, a EMS ainda deverá concluir etapas comerciais, definir preços e finalizar a produção e distribuição dos primeiros lotes.
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