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Justiça aceita pedido da PF e determina prisão de Poze do Rodo, MC Ryan e dono da Choquei

PF aponta novos elementos e risco de continuidade criminosa em esquema bilionário de lavagem de dinheiro  |  Reprodução/ Redes Sociais

Publicado em 23/04/2026, às 16h46 - Atualizado às 16h48   Reprodução/ Redes Sociais   Bernardo Rego

A Justiça aceitou, na tarde desta quinta-feira (23), o pedido da Polícia Federal (PF) para a decretação da prisão preventiva do MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei e de outros investigados por envolvimento em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro investigados na Operação Narco Fluxo.

Todos os investigados foram colocados em liberdade após habeas corpus julgado pelo ministro Messod Azulay Neto do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O magistrado entendeu que a prisão temporária foi irregular, por isso os investigados deveriam ter a prisão revogada. 

As investigações apontam que os envolvidos utilizavam um sistema para ocultação e dissimulação de valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de numerário em espécie e transações com criptoativos. O volume de dinheiro movimentado pelo grupo ultrapassa R$ 1,6 bilhão.

Segundo a PF, a decretação da prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública diante da gravidade do caso e do volume de recursos envolvidos. A PF também aponta risco de continuidade das atividades criminosas, além da possibilidade de interferência nas investigações, com destruição de provas ou alinhamento de versões entre os investigados.

Nas redes sociais a defesa de MC Ryan SP comentou a solicitação da PF  e disse que "causa perplexidade o caráter manifestamente extemporâneo do pedido".

"Se presentes estivessem, desde antes, os requisitos da preventiva, por que não foi ela requerida no momento oportuno? Espera a defesa que a medida seja indeferida e a decisão do Superior Tribunal de Justiça efetivamente cumprida", disseram os advogados.

Já o advogado de Poze do Rodo, Fernando Henrique Cardoso Neves, afirmou que o novo pedido feito pela PF não apresenta fatos novos e criticou a condução do caso.

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