Polícia
Publicado em 13/01/2026, às 12h14 Foto: Divulgação/ SSP-SP. Bianca Novais
A Polícia Civil de São Paulo prendeu três homens apontados como integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e suspeitos de serem os mandantes da morte do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes.
As prisões ocorreram nesta terça-feira (13), em diferentes cidades do estado, e foram confirmadas pelas autoridades após meses de investigação. As informações são do Metrópoles.
Os detidos são Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como Azul, Márcio Serapião Pinheiro, o Velhote, e Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, chamado de Manoelzinho. Segundo a polícia, o crime teria sido uma vingança relacionada à atuação de Ruy Ferraz na Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.
De acordo com as investigações, cada um dos presos teria desempenhado um papel específico no planejamento da execução. Velhote é apontado como responsável pelo apoio logístico e financeiro, incluindo o pagamento a Umberto Alberto Gomes, identificado como um dos atiradores. Umberto morreu posteriormente em confronto com a polícia no Paraná.
Já Manoelzinho teria sido encarregado de monitorar os deslocamentos do ex-delegado no dia do crime. Azul, por sua vez, aparece nas investigações como um dos articuladores da ordemde execução.
As detenções ocorreram em locais distintos: Azul e Manoelzinho foram presos no litoral paulista, na Baixada Santista e em Caraguatatuba, respectivamente, enquanto Velhote foi capturado em Jundiaí, interior de São Paulo. Até o momento, a polícia não detalhou quais provas levaram à conclusão de que os três seriam os mandantes do assassinato.
A Secretaria da Segurança Pública informou que a cúpula da pasta deve conceder entrevista coletiva ainda nesta terça-feira para esclarecer os desdobramentos do caso.
Ruy Ferraz Fontes foi morto no dia 15 de setembro do ano passado, em um ataque descrito pela polícia como altamente planejado. O crime ocorreu às 18h16, pouco depois de a vítima deixar a prefeitura em seu carro.
O ex-delegado foi perseguido por outro veículo e tentou escapar, mas acabou colidindo com dois ônibus. Segundo o relatório policial, os criminosos utilizavam “armamento de guerra com elevado poder destrutivo”. Mesmo após a colisão, os atiradores desceram do carro e efetuaram disparos contínuos e coordenados, eliminando qualquer chance de defesa.
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