Polícia

Atirador em evento com Trump será julgado após ataque em Washington

Disparos ocorreram durante jantar com autoridades e jornalistas; suspeito agiu sozinho e responderá por crime violento e agressão a agente federal  |  Atirador em evento com Trump - Reprodução: Vídeo Uol / AFP

Publicado em 26/04/2026, às 09h59   Atirador em evento com Trump - Reprodução: Vídeo Uol / AFP   Andrezza Souza

O homem suspeito de realizar disparos nas proximidades de um evento com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, será levado a julgamento nos próximos dias em Washington. O episódio ocorreu na noite de sábado (25), durante um jantar que reunia autoridades, jornalistas e convidados em um hotel da capital americana. Apesar do susto, ninguém ficou ferido gravemente.

Como ocorreu o ataque e a reação das forças de segurança

Segundo autoridades americanas, o suspeito se aproximou da área de segurança do evento e efetuou disparos, provocando pânico entre os participantes. O presidente Donald Trump, a primeira-dama Melania Trump e outras autoridades, incluindo o vice-presidente J. D. Vance, foram retirados às pressas do local por agentes do Serviço Secreto.

Durante a ação, um agente de segurança foi atingido por um disparo, mas o projétil foi contido pelo colete à prova de balas, evitando ferimentos graves. O salão foi evacuado imediatamente e centenas de pessoas deixaram o local enquanto as equipes de segurança controlavam a situação.

Informações das autoridades indicam que o suspeito estava armado com uma espingarda, uma pistola e várias facas. Ele foi contido ainda nas proximidades do evento e levado ao hospital para avaliação médica antes de ser formalmente detido.

Quem é o suspeito e quando ocorrerá o julgamento

O homem identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, mora na cidade de Torrance, próxima a Los Angeles. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele trabalhava como professor em meio período em uma empresa de ensino particular e também atuava como desenvolvedor de jogos.

O suspeito possui formação em engenharia mecânica e concluiu recentemente um mestrado em ciência da computação. A polícia informou que ele teria agido sozinho e que a motivação do ataque ainda está sendo investigada.

De acordo com a promotoria federal, Allen responderá por uso de arma de fogo durante um crime violento e por agressão a um agente federal. O julgamento inicial está previsto para ocorrer na segunda-feira (27), quando ele deverá comparecer perante um juiz do tribunal distrital em Washington.

O que disse Trump após o ataque

Após o incidente, Donald Trump utilizou suas redes sociais para elogiar a atuação das forças de segurança e tranquilizar a população. Em sua publicação, o presidente destacou a rapidez da resposta policial e afirmou que todos os participantes do evento estavam em segurança.

Trump declarou que o Serviço Secreto e as equipes policiais agiram com eficiência e coragem durante a ocorrência. Ele também afirmou que recomendou a continuidade do evento, mas que a decisão final seguiu as orientações das autoridades de segurança.

O presidente informou ainda que o agente atingido pelo disparo passa bem e que não houve outras vítimas.

Lula manifesta solidariedade e condena violência política

Minha solidariedade ao presidente Donald Trump, à primeira-dama Melania Trump e a todos os presentes no jantar com correspondentes em Washington. O Brasil repudia veementemente o ataque de ontem à noite. A violência política é uma afronta aos valores democráticos que todos…

— Lula (@LulaOficial) April 26, 2026

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, publicou uma mensagem nas redes sociais neste domingo (26) manifestando solidariedade ao presidente norte-americano e aos participantes do evento.

Na publicação feita no X, antigo Twitter, Lula afirmou que o Brasil repudia o ataque e classificou a violência política como uma ameaça à democracia. O presidente destacou que esse tipo de episódio representa um risco aos valores democráticos e deve ser combatido.

Na mensagem, Lula escreveu que a violência política é uma afronta aos princípios democráticos e reforçou a necessidade de proteger instituições e lideranças públicas contra atos de extremismo.

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