Polícia
Publicado em 13/08/2026, às 13h45 Montagem: BNews SP/Fotos: Reprodução/Redes Sociais Amanda Ambrozio
A família da bebê Isadora dos Santos Braga, de 7 meses, acusa uma unidade de saúde da Zona Leste de São Paulo de negligência após a bebê morrer durante uma transferência entre hospitais.
Segundo a avó da criança, Isadora apresentou piora no quadro enquanto recebia atendimento na UPA Tito Lopes, em São Miguel Paulista, e morreu após ser encaminhada ao Hospital Municipal Tide Setubal.
A família afirma que a bebê teve o estado de saúde agravado depois de receber medicamentos na unidade, de acordo com o g1.
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS), porém, informou que a paciente recebeu atendimento e foi transferida com vaga regulada. Segundo a pasta, apesar dos esforços empregados, Isadora não resistiu.
O corpo foi encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO), que deverá investigar as circunstâncias da morte.
Segundo a avó, Eliane Antônia de Oliveira Souza, Isadora começou a apresentar febre, coriza e tosse na segunda-feira (10). A mãe levou a criança à UPA por volta das 14h30, onde foram realizados exames.
De acordo com Eliane, a família foi informada de que os exames não haviam apontado alterações. Horas depois, no entanto, o quadro da bebê teria se agravado.
“Minha filha a levou às 14h30 para a UPA. Fizeram exames e disseram que não apontaram nada. Não nos deram os resultados, só nos comunicaram mesmo. Porém, eram 19h, e a bebê estava muito roxa, com bolinhas vermelhas na pele e com falta de ar. Minha filha me ligou, e eu fui lá.”
Ao chegar à unidade, a avó afirma que pediu para que uma enfermeira chamasse novamente a médica responsável pelo atendimento.
“Aí eu falei que se a enfermeira estava correndo atrás dela era porque estava vendo que a criança estava ruim. Ela, então, disse que era normal a bebê ficar roxa, e eu disse que não.”
Segundo Eliane, Isadora recebeu medicação intravenosa e foram utilizadas bombinhas para tentar aliviar a falta de ar. Ainda de acordo com a avó, a criança continuou apresentando piora.
“Mas minha neta piorou mais ainda. Ficava pálida e depois, roxa. Foram ver a saturação dela, mas o aparelho estava quebrado.”
A avó afirma que a transferência para o Hospital Municipal Tide Setubal ocorreu cerca de dez horas depois do início do atendimento.
Segundo Eliane, Isadora chegou ao hospital em estado grave. A equipe médica teria tentado reanimar a criança, mas ela não resistiu.
“Ela chegou ao hospital já quase morrendo. Até o médico questionou o motivo de não acionarem a UTI onde a bebê estava. Tentaram reanimá-la, mas ela não aguentou. Era 2h de terça-feira (11). Muito triste tudo isso. Era a segunda filha da minha filha. Ela está arrasada.”
A família afirma que o atestado de morte apontou broncopneumonia. A avó também relatou ter procurado a UPA posteriormente para tentar identificar a médica que teria atendido Isadora.
Um boletim de ocorrência foi registrado após a morte. Segundo Eliane, o caso foi inicialmente registrado como morte natural.
“Também registramos um boletim de ocorrência por conta da morte, que foi um procedimento padrão, e registraram como morte natural. Mas foi negligência o que aconteceu.”
Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde informou que Isadora recebeu atendimento na UPA Tito Lopes e, posteriormente, foi transferida para o Hospital Tide Setubal, com vaga regulada pelo Sistema Informatizado de Regulação do Estado de São Paulo (Siresp).
A pasta afirmou que, apesar dos esforços empregados, a paciente morreu e o corpo foi encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO), responsável pela investigação das circunstâncias da morte.
A SMS informou ainda que aguarda o resultado do laudo para confirmar a causa da morte e manifestou solidariedade à família.
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