Polícia
por Amanda Ambrozio
Publicado em 10/06/2026, às 12h51
A Polícia Civil de São Paulo instaurou um inquérito para investigar uma suposta negligência médica na morte de Viviane Vieira de Oliveira, de 41 anos.
O óbito ocorreu na última segunda-feira (8), após a paciente passar por atendimento duas vezes em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no município de Nova Granada, localizado no interior paulista.
O caso foi registrado inicialmente como suspeita de homicídio culposo, quando não há a intenção de matar, segundo o UOL.
Viviane começou a passar mal na noite de sábado (6), apresentando dores na região torácica esquerda com irradiação para a cervical, além de cólicas abdominais.
Nas duas ocasiões em que buscou socorro na UPA, ela realizou exames de eletrocardiograma que não apontaram alterações, recebeu medicação e foi liberada.
Horas após o segundo atendimento, o quadro clínico piorou e, embora uma ambulância tenha sido acionada, a mulher faleceu a caminho do hospital.
Familiares da vítima acusam a equipe de plantão da unidade de saúde de omissão e erro de diagnóstico.
Em declarações públicas, a irmã de Viviane, Aline Vieira, afirmou que o atendimento tratou o caso de forma superficial, como se fosse apenas uma dor muscular generalizada.
"Ela foi atendida como se estivesse apenas com uma dor muscular. Fizeram um eletrocardiograma e depois a liberaram. Tudo apontava que ela necessitava ser encaminhada para outra unidade em São José do Rio Preto, mas não fizeram nada", disse ela à TV Tem.
A família argumentou que, diante da persistência e da gravidade dos sintomas relatados, o protocolo correto exigiria a transferência imediata da paciente para uma unidade hospitalar de maior complexidade e suporte na cidade vizinha de São José do Rio Preto, procedimento que não foi adotado pela equipe local.
Em posicionamento oficial, a Prefeitura de Nova Granada, responsável pela gestão da UPA, informou que, durante a segunda consulta, a equipe médica sugeriu a permanência de Viviane na unidade para observação contínua.
Contudo, a própria paciente optou por deixar o local por possuir uma consulta particular agendada com um cardiologista para o mesmo dia.
A gestão detalhou ainda que a paciente compareceu à consulta na clínica privada, onde realizou um terceiro eletrocardiograma que também não indicou irregularidades.
O caso é investigado pelo DP de Nova Granada.
Classificação Indicativa: Livre
cinema em casa
Qualidade Razer
Lançamento
som poderoso
Imperdível