Polícia
Publicado em 14/07/2026, às 13h35 Foto: Reprodução Amanda Ambrozio
A Justiça de São Paulo tornou réus os quatro acusados pela morte da estudante Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump realizado sem a corda de segurança, em Limeira (SP).
A decisão foi tomada na última segunda-feira (13), após o recebimento da denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). O processo tramita em segredo de Justiça.
Entre os réus está a organizadora do evento, Evelyne dos Santos Gonçalves, de 43 anos, responsável pela empresa Entre Cordas, que, segundo a investigação, não possuía registro formal.
Ela responderá por homicídio com dolo eventual, quando o investigado assume o risco de provocar a morte, qualificado por motivo torpe e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Também foi denunciada por fraude processual, sob acusação de tentar eliminar provas relevantes para a investigação.
Os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves também se tornaram réus pelos mesmos crimes relacionados à morte da jovem.
Os três haviam sido presos em flagrante e tiveram as prisões convertidas em preventivas. De acordo com o UOL, na mesma decisão, a Justiça decretou a prisão preventiva de Evelyne.
Segundo o MP, o grupo promovia eventos de rope jump para até 100 participantes por dia sem estrutura adequada de gerenciamento de riscos e sem cumprir protocolos básicos de segurança.
A denúncia afirma que Maria Eduarda foi lançada da ponte na modalidade conhecida como "aviãozinho" sem que a corda estivesse presa ao equipamento de proteção, provocando a queda de aproximadamente 40 metros que causou sua morte por politraumatismo.
Além das acusações relacionadas ao homicídio, a investigação apura o desaparecimento da câmera GoPro que estava presa ao braço da vítima durante o salto.
De acordo com o inquérito, testemunhas relataram que um homem retirou a câmera logo após o acidente, mas ele não foi identificado.
O MP afirma que Evelyne teria orientado a localização do equipamento e a exclusão das imagens para dificultar a apuração dos fatos. A investigação sobre o paradeiro da câmera continua.
A defesa da organizadora informou que irá analisar a decisão judicial antes de se manifestar, enquanto os advogados dos demais réus não haviam sido localizados.
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