Polícia
Publicado em 25/09/2026, às 09h01 Foto: Reprodução / redes sociais Natane Ramos
A engenheira mecânica da Marinha do Brasil Beatriz Fickert Santoro, de 33 anos, morreu na quinta-feira (24) em uma base militar da corporação em São Paulo. A mulher foi levada sem vida por uma capitã para um hospital antes mesmo da perícia ter visto o corpo.
De acordo com informações do Boletim de Ocorrência (BO) do caso, a morte foi registrada como suspeita e as autoridades investigam as circunstâncias do falecimento de Beatriz.
A investigação apura uma possível "fraude processual", que acontece quando alguém retira uma pessoa ou modifica um local para enganar o trabalho dos policiais.
Por meio de nota, a Polícia Militar (PM), declarou que "foi acionada para atendimento de uma ocorrência de encontro de cadáver, envolvendo uma mulher localizada sem sinais vitais em um alojamento da Marinha do Brasil, nas dependências da USP [Universidade de São Paulo], no Butantã".
Segundo o BO, Beatriz era tenente e trabalhava no Centro de Pesquisas da Marinha, que fica dentro da Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP), na Zona Oeste da capital paulista.
Ainda de acordo com o registro policial, a capitã levou a jovem já sem vida ao hospital, alegando ser médica da Marinha, do Centro de Pesquisas da Marinha para o Hospital Universitário da USP.
A médica do hospital declarou que se recusou a fazer o atestado de óbito de Beatriz pois ela "já teria chegado ao local em óbito".
Os agentes seguem investigando o motivo do corpo de Beatriz ter sido levado ao hospital. "Desse modo, especialmente diante da possibilidade, em tese, de eventual prática de fraude processual", dizia outro trecho do BO registrado no 7º Distrito Policial (DP), na Lapa.
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