Polícia
Publicado em 31/07/2026, às 12h50 Foto: Reprodução/Câmera de Segurança Amanda Ambrozio
A atuação de uma quadrilha formada por 12 criminosos chamou a atenção da Polícia Civil pela organização e pelo alto grau de planejamento durante um assalto a uma residência de luxo no Morumbi, na zona sul de São Paulo.
Disfarçados de entregadores, os suspeitos invadiram um condomínio, renderam o porteiro e roubaram cerca de R$ 2 milhões em joias, relógios de luxo, bolsas de grife e um cofre.
Para o delegado Gilbor Miter Júnior, responsável pelas investigações no 34º Distrito Policial (Vila Sônia), a ação foge do padrão dos roubos a residências registrados na capital.
Segundo ele, o grupo utilizou três veículos, armas de grosso calibre, placas clonadas, roupas táticas e até coletes balísticos.
"Foi um roubo a residência com falso entregador, 12 assaltantes, três veículos envolvidos, arma de grosso calibre, colete à prova de balas, o que é uma inovação", destacou.
O crime aconteceu na tarde do último dia 4, quando um homem chegou ao condomínio dirigindo uma Fiorino e informou ao porteiro que faria uma entrega.
De acordo com o Estadão, o suspeito citou o nome de uma moradora, indicando que a quadrilha possuía informações prévias sobre os moradores.
Assim que a entrada foi autorizada, outros integrantes renderam o porteiro e liberaram o acesso para dois carros com placas clonadas.
Imagens de câmeras de segurança mostram parte dos assaltantes usando roupas pretas, capuzes, armas e equipamentos táticos. "É uma quadrilha extremamente profissional", afirmou o delegado.
As investigações apontam que o grupo pode ter ligação com a quadrilha liderada por Diego Fernandes de Souza, conhecido como Minotauro, apontada como uma das principais responsáveis por roubos a residências de alto padrão em São Paulo.
Até o momento, um suspeito foi preso na região do Campo Limpo. Na casa da namorada dele, os policiais encontraram um dos relógios roubados e roupas que teriam sido usadas durante o assalto.
Segundo o delegado, o investigado afirmou que recebeu R$ 20 mil para participar da ação. Outro suspeito já foi identificado, mas segue foragido.
O caso é investigado pelo 34º Distrito Policial e pelo Cerco da 3ª Delegacia Seccional. A Polícia Civil instaurou inquérito por tentativa de latrocínio devido aos disparos efetuados contra o veículo da família e continua as buscas para localizar os demais integrantes da quadrilha.
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