Polícia
Publicado em 31/08/2026, às 08h41 Foto: Reprodução / redes sociais Natane Ramos
Um homem de 53 anos foi preso por estupro de vulnerável contra um menino, após ser flagrado sob um deck na faixa de areia da Praia da Enseada, em Guarujá, no litoral de São Paulo, com a bermuda parcialmente aberta atrás do garoto.
No vídeo registrado pela testemunha, o homem, que não teve a identidade divulgada, gravou o ocorrido após perceber uma movimentação estranha sob a estrutura. De acordo com o boletim de ocorrência, o vídeo mostra o homem com a bermuda parcialmente arriada, constrangendo a vítima a prática de ato libidinoso.
De acordo com informações da Polícia Civil, a criança estava na praia jogando bola. Em um momento, o suspeito, que é conhecido da família, levou a vítima para o local escondido com a justificativa de que o menino queria urinar.
A testemunha interrompeu o ocorrido e questionou o suspeito sobre o ocorrido. O garoto respondeu afirmando que o homem seria seu "tio". Após os o flagra, o investigado deixou o local e o rapaz que registrou o momento apresentou a gravação à Polícia Militar (PM).
O homem foi preso e levado à delegacia e a Polícia Civil apontou que há indícios de autoria e prova material de estupro de vulnerável.
Família da criança se manifesta
Após a prisão, os policiais localizaram o pai da criança por telefone. Ele e a vítima foram à delegacia para dar detalhes do ocorrido. Em depoimento à polícia, o responsável pela criança negou o parentesco e afirmou que o investigado era um conhecido da família que costumava jogar futebol na região.
O pai da criança afirmou que não percebeu nenhum momento estranho e que foi avisado por terceiros que o investigado havia levado seu filho para urinar. Ainda no relato, o responsável pelo menino afirmou que o procurou imediatamente e que o menino disse que o "conhecido da família" pediu para que ele abaixasse a calça e, em seguida, desceu a própria bermuda e o mostrou o órgão genital.
Ainda no depoimento, a vítima afirmou que o homem não praticou nenhum outro ato sexual, não tendo realizado nenhum contato físico.
Ao ser questionado, o investigado afirmou que era amigo da criança e que estava apenas levando o garoto para urinar. Após os investigadores perguntarem o motivo para ele não ter levado o menino a um banheiro nas proximidades da praia, o homem afirmou que ele e a vítima "costumam proceder daquela maneira, negando qualquer intenção de natureza sexual ou maliciosa".
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