Polícia
Publicado em 28/01/2026, às 11h11 Foto: Agência Brasil / Marcelo Ricky/Divulgação Nathalia Quiereguini
Um incêndio de grandes proporções atingiu a comunidade Dique da Vila Gilda, a maior favela sobre palafitas do país, na noite desta terça-feira (27/1) em Santos, litoral de São Paulo.
O fogo teve início por volta das 21h30 na zona noroeste da cidade, próximo à divisa com o bairro Sambaiatuba, e mobilizou rapidamente dez viaturas do Corpo de Bombeiros.
Equipes do Samu e da Defesa Civil também foram acionadas para atender a ocorrência e garantir que ninguém se ferisse.
Apesar da intensidade das chamas, não houve registros de feridos. Moradores relataram momentos de tensão e correria para salvar pertences e reorganizar suas casas, segundo informações do Metrópoles.
O prefeito de Santos, Rogério Santos (Republicanos), comentou nas redes sociais que a administração municipal está acompanhando de perto a situação e oferecendo todo o suporte necessário às famílias afetadas.
Este incêndio não é um caso isolado. Em agosto de 2025, a comunidade Dique da Vila Gilda sofreu dois incêndios em menos de um mês.
O primeiro, em 1º de agosto, atingiu cerca de 100 moradias e resultou em uma vítima fatal.
O segundo, em 28 de agosto, afetou 50 casas e deixou três feridos. A recorrência dos incêndios evidencia a vulnerabilidade estrutural das palafitas e a necessidade urgente de ações preventivas eficazes.
As casas sobre palafitas são construídas sobre áreas alagadiças, com infraestrutura precária e difícil acesso a pontos de água, o que aumenta o risco de incêndios e complica o combate às chamas.
A densidade populacional e a falta de equipamentos de segurança tornam a situação ainda mais delicada.
Moradores vivem sob constante alerta e precisam se reorganizar rapidamente em emergências, muitas vezes perdendo bens materiais importantes.
Enquanto as equipes seguem monitorando a área, o incêndio reforça a necessidade de políticas públicas que priorizem segurança, prevenção e regularização dessas comunidades.
Investimentos estruturais, programas de prevenção e campanhas de conscientização podem reduzir riscos e evitar tragédias futuras, garantindo mais segurança e dignidade aos moradores da maior favela sobre palafitas do país.
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