Polícia
Publicado em 30/03/2026, às 14h54 Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros SP. Bianca Novais
Um incêndio de grandes proporções que atinge uma fábrica no bairro do Brás, na região central de São Paulo, já ultrapassou 36 horas sem ser completamente controlado. As chamas começaram na noite de sábado (28) e, mesmo com atuação contínua das equipes, ainda há focos ativos nesta segunda-feira (30).
De acordo com informações divulgadas pelo g1, o trabalho dos bombeiros tem sido dificultado pelas condições estruturais do imóvel atingido. O risco de desabamento impede a entrada das equipes no interior da edificação, o que limita as estratégias de combate ao fogo.
Atualmente, cerca de 20 bombeiros e sete viaturas seguem mobilizados na operação.
A situação no local é considerada delicada. Parte da estrutura já cedeu, incluindo o desabamento de uma laje dentro do imóvel. Apesar disso, não houve registro de feridos.
O comprometimento da construção obriga os bombeiros a adotarem uma atuação mais cautelosa. Sem acesso seguro ao interior, o combate às chamas é feito principalmente do lado de fora, com jatos de água direcionados da rua e também pela parte dos fundos do terreno, onde há o estacionamento de uma escola.
Essa limitação operacional reduz a velocidade de controle do incêndio e aumenta o tempo necessário para extinguir completamente os focos.
Outro fator que contribui para a complexidade da ocorrência é o tipo de material atingido pelo fogo. O incêndio começou em uma fábrica de mesas de bilhar, mas rapidamente se espalhou para galpões vizinhos, incluindo um depósito de material gráfico.
No local, há grande quantidade de itens altamente inflamáveis, como papel, madeira e plástico. Esses materiais favorecem a propagação das chamas e dificultam o rescaldo, a etapa final do combate, em que os bombeiros reviram os destroços para evitar que o fogo volte a se intensificar.
Mesmo diante das dificuldades, as equipes já definiram estratégias para avançar no controle da situação. O foco agora é eliminar completamente os pontos ainda ativos e iniciar o rescaldo de forma segura.
O trabalho exige cautela e persistência, já que qualquer descuido pode provocar a reignição das chamas. A prioridade segue sendo a segurança dos bombeiros e a estabilização da estrutura.
Até o momento, apesar dos danos materiais significativos, não há registro de vítimas, um dos poucos pontos positivos em meio a um cenário ainda crítico.
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