Polícia

Jovem sofre traumatismo e perde movimentos após andar em montanha-russa em SP

Julia Rimoli, de 28 anos, perdeu movimento do lado esquerdo após traumatismo cranioencefálico em montanha-russa de Vinhedo, SP  |  Foto: Reprodução / Fantástico / TV Globo

Publicado em 21/09/2026, às 07h20   Foto: Reprodução / Fantástico / TV Globo   Natane Ramos

Uma mulher de 28 anos sofreu um acidente após andar em uma montanha russa de um parque de diversões em SP. A vítima perdeu o movimento do lado esquerdo do corpo após um traumatismo cranioencefálico.

Como o acidente aconteceu?

A vítima é Julia Rimoli, de 28 anos, que perdeu a consciência durante uma volta na montanha-russa e apresentou um quadro de convulsão. O caso ocorreu em abril durante uma viagem para um parque de diversões em Vinhedo, no interior de São Paulo. No entanto, o caso só foi noticiado hoje pelo Fantástico.

Julia sofreu uma hemorragia intracraniana e um grande edema cerebral após o passeio. A vítima foi operada e os médicos constataram um traumatismo cranioencefálico (TCE).

O médico responsável pelo caso da jovem declarou que o traumatismo ocorreu por conta de um contragolpe da montanha-russa. De acordo com o companheiro da vítima, ela ficou sem os movimentos do lado esquerdo do corpo.

Investigação 

O MPSP abriu uma investigação e pediu perícia na montanha-russa. De acordo com o programa da TV Globo, esse não é o primeiro acidente no mesmo brinquedo do parque. Em 2018, uma mulher sofreu deslocamento de vértebras, hoje ela não consegue mexer o pescoço e foi indenizada pelo parque.

"Apenas um movimento brusco de aceleração e desaceleração e rotação do crânio pode fazer a ruptura de vasos sanguíneos cerebrais, causando uma hemorragia intracraniana e levando a um edema cerebral, que foi o caso da Júlia em especial", declarou Victor Batistela, neurocirurgião, ao Fantástico.

Parque se manifesta

O parque informou que Julia recebeu atendimento de acordo com o protocolo de segurança e custeou as despesas após o acidente, afirmando que um seguro foi franqueado para a família da vítima. "As inspeções acontecem anualmente no caso de atrações radicais como a Montezum, e bianuais, em atrações de baixa complexidade. Outros importantes protocolos de segurança, treinamento de pessoal e de atenção ao visitante fazem parte da rotina diária do Hopi Hari em todas as suas atrações", relatou o Hopi Hari.

"Vale ressaltar que o departamento jurídico do Hopi Hari também manteve contato com os familiares da visitante paranaense para o suporte necessário durante todo o processo de atendimento da paciente em seu tratamento. O corpo jurídico, assim como a direção do parque, seguem à disposição da família da visitante. Importante destacar também que o Hopi Hari dispõe de um seguro que foi franqueado à família", concluiu em nota.

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