Polícia

Justiça de SP mantém prisão de acusados pela morte de jovem em salto sem corda

Decisão da justiça de SP cita risco de novos episódios e marca para setembro a primeira audiência do processo em Limeira  |  Foto: Reprodução

Publicado em 14/08/2026, às 21h40   Foto: Reprodução   Andrezza Souza

A Justiça de São Paulo decidiu manter a prisão preventiva dos quatro acusados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira, no interior do Estado. A jovem morreu em junho após ser lançada de uma ponte sem a corda de segurança.

A decisão foi tomada na quarta-feira (12) pelo juiz Guilherme Lopes Alves Lamas, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que também marcou para 17 de setembro, às 12h30, a primeira audiência do processo.

Os réus são Evelyne dos Santos Gonçalves, Vitor de Freitas Gonçalves, Maicon Fernandes Cintra e Luis Felipe Feliciano Egoroff. As defesas tiveram os pedidos de revogação das prisões preventivas negados.

Justiça aponta risco na soltura

Ao analisar o pedido, o magistrado afirmou que os motivos que levaram à prisão preventiva permanecem presentes. Entre os pontos considerados estão atitudes atribuídas aos acusados após a morte da jovem.

Segundo a decisão, os investigados teriam apagado registros nas redes sociais relacionados às atividades realizadas, tentado deixar o local pela mata mesmo após receberem ordem para permanecer na área e trocado de roupas antes da abordagem policial.

O juiz também considerou que medidas cautelares seriam insuficientes. Na avaliação apresentada no processo, os acusados realizavam saltos de rope jump sem contar com uma empresa formalmente constituída para a atividade.

Em relação a Luis Felipe, o magistrado mencionou uma suposta “extrema indiferença à vida humana”. A decisão também aponta que outros eventos continuaram sendo realizados no local depois do acidente, fator considerado na análise sobre um possível risco de novos episódios.

Audiência ocorre em setembro

A primeira audiência do processo está marcada para 17 de setembro. Nessa etapa, testemunhas e réus serão ouvidos pela Justiça.

A audiência não representa uma condenação dos acusados. O objetivo é reunir elementos para que a Justiça avalie se existem indícios suficientes para que o caso seja encaminhado ao Tribunal do Júri.

Os quatro permanecem presos preventivamente enquanto o processo segue em andamento.

Relembre o caso

Maria Eduarda morreu após cair de aproximadamente 40 metros durante a prática de rope jump na chamada Ponte do Esqueleto, em Limeira.

Imagens que circularam nas redes sociais mostram três instrutores levantando a jovem e, depois, lançando-a da ponte. Após a queda, outros praticantes perceberam que ela não estava presa às cordas de segurança.

Um amigo da vítima presenciou o acidente e precisou ser hospitalizado após ficar em estado de choque.

Os envolvidos que aparecem nas imagens foram presos e são acusados de homicídio com dolo eventual, modalidade em que, segundo a acusação, há assunção do risco de provocar a morte.

A prisão em flagrante foi convertida em preventiva pela Justiça, e os acusados permanecem detidos.

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Classificação Indicativa: Livre


TagsLimeiraMaria EduardaPonte do esqueletoJustiça de SP

Leia também


MP-SP abre inquérito para investigar ataques a jovem morta em rope jump


Morte em rope jump: suspeito preso acusa colegas de sumir com GoPro