Polícia

Justiça solta dois suspeitos presos por morte de jovem lançada sem cordas em rope jump

A investigação revela que os responsáveis pelo salto de rope jump ignoraram os riscos e não tomaram as precauções necessárias para garantir a segurança  |  Foto: Reprodução EPTV

Publicado em 09/07/2026, às 07h27 - Atualizado às 07h39   Foto: Reprodução EPTV   Tatiana Ribeiro

A Justiça soltou nesta quarta-feira (8) dois suspeitos que haviam sido presos pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, lançada sem cordas durante um salto de rope jump, na Ponte do Esqueleto.

A liberdade foi concedida a João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, que estavam presos desde 20 de junho. Eles saíram da cadeia por volta das 17h.

De acordo com a decisão, “os elementos probatórios produzidos ao longo da presente investigação não evidenciaram indícios suficientes de autoria em relação a João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, razão pela qual não foi realizado o respectivo indiciamento." Assim, a prisão temporária de ambos foi revogada.

Denunciados pelo MP

Outras quatro pessoas suspeitas ainda continuam presas. Todas elas foram denunciadas pelo Ministério Público de São Paulo. 


Quem são eles:

• Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves - homicídio com dolo eventual, qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima
• Evelyne dos Santos Gonçalves - homicídio com dolo eventual, qualificado por omissão imprópria, e fraude processual

Exploração da atividade

O MP sustenta na denúncia que os responsáveis pela execução do salto "tinham pleno conhecimento dos riscos da atividade, mas deixaram de adotar cautelas necessárias", como a conferência da conexão da corda de segurança e a realização da dupla checagem dos equipamentos.

"A denúncia também aponta que o grupo atuava sem definição clara de funções, explorava comercialmente a atividade sem atender às exigências legais aplicáveis e priorizava interesses econômicos e a divulgação dos saltos nas redes sociais em detrimento da segurança dos participantes", completou.

Classificação Indicativa: Livre


TagsSão PauloJustiçaInvestigaçãoMaria eduarda rodrigues

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