Polícia
por Tatiana Ribeiro
Publicado em 02/07/2026, às 09h28 - Atualizado às 09h43
A investigação sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, chegou ao fim nesta quarta-feira (1º) com a conclusão do segundo e último inquérito da Polícia Civil. A jovem morreu após um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.
Segundo nota da SSP enviada ao BNews, ao término das investigações, uma mulher de 43 anos foi formalmente indiciada pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual.
A investigada, Evelyne dos Santos Gonçalves, integrava o núcleo organizacional responsável pela realização do evento.
No mesmo relatório, a delegada também pediu a revogação das prisões temporárias de Gabriel Barros Martins e João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva.
A decisão agora está nas mãos da Justiça: caberá à juíza responsável pelo caso, em Limeira, analisar os pedidos e definir se Evelyne dos Santos Gonçalves permanecerá presa preventivamente e se os outros dois investigados poderão responder ao processo em liberdade.
O segundo inquérito investigava a suspeita de fraude processual envolvendo o desaparecimento da câmera GoPro utilizada por Maria Eduarda no momento do salto.
A Polícia Civil acreditava que o equipamento poderia ter sido retirado do corpo da jovem para ocultar provas importantes sobre o acidente.
Ao longo das investigações, no entanto, a delegada concluiu que não foram reunidos elementos suficientes para responsabilizar Gabriel Barros Martins e João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva pelo desaparecimento da câmera.
Ainda de acordo com a SSP, a investigação prossegue quanto à apuração do paradeiro da câmera utilizada pela vítima.
No inquérito concluído no fim de junho, a Polícia Civil responsabilizou os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves pela morte de Maria Eduarda.
Os três foram indiciados por homicídio doloso qualificado, sob o entendimento de que assumiram o risco de causar o resultado fatal ao autorizar o salto sem que houvesse condições adequadas de segurança.
Após a prisão em flagrante, a Justiça converteu a medida em prisão preventiva. As investigações também apontaram que a atividade era realizada de forma irregular.
Segundo a Polícia Civil, o grupo não possuía autorização para explorar comercialmente o rope jump na Ponte do Esqueleto e desrespeitava normas e protocolos técnicos considerados essenciais para a prática da modalidade.
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