Polícia
Publicado em 16/06/2026, às 20h45 Foto: Reprodução/Polícia Nacional Amanda Ambrozio
Uma quadrilha composta por mais de 20 criminosos armados atacou três agências bancárias e uma casa de câmbio na madrugada desta terça-feira (16), no município de Santa Rita, no Paraguai.
A cidade está localizada a cerca de 70 km de Foz do Iguaçu (PR), uma região de fronteira com forte presença de moradores e produtores rurais brasileiros.
A imprensa paraguaia e as autoridades locais já apontam a ação como o segundo maior assalto da história do país vizinho devido à logística utilizada e ao nível de destruição das estruturas financeiras.
De acordo com os relatórios oficiais da Polícia Nacional do Paraguai, o ataque teve início por volta das 2h da manhã e seguiu um roteiro planejado para anular as forças policiais locais.
Quatro policiais em patrulhamento foram emboscados pelo grupo, segundo o g1.
Um dos agentes foi rendido e teve o armamento roubado, enquanto os outros três conseguiram se abrigar em uma rodovia, onde houve troca de tiros.
Os assaltantes utilizaram explosivos de alto impacto para destruir e invadir as agências do Banco Familiar e do Banco GNB, que operam lado a lado na região central.
Funcionários e um vigilante de uma filial do Banco Ueno, invadido em seguida, também foram rendidos durante a ação.
A Casa de Câmbio Santa Rita também foi alvo dos criminosos, mas a perícia local constatou que um artefato explosivo deixado no estabelecimento falhou e não detonou.
Levantamentos preliminares indicam que nenhum valor em espécie foi subtraído da casa de câmbio ou do Banco Ueno.
Para garantir a fuga, o grupo incendiou automóveis nos acessos da cidade e espalhou miguelitos(artefatos de metal pontiagudos) nas vias para furar os pneus das viaturas e conter a perseguição.
O Comando Tripartite, órgão que coordena a cooperação policial na região de fronteira, assumiu o apoio às investigações.
Testemunhas ouvidas pelas autoridades relataram que vários integrantes do grupo se comunicavam em português durante a execução do assalto, o que levanta a forte suspeita de uma associação criminosa entre cidadãos paraguaios e brasileiros.
Até o momento, a contabilidade total dos valores levados das agências destruídas não foi divulgada pelas instituições financeiras, mas a estimativa é de que o montante some milhões de guaranis.
Dois cidadãos paraguaios já foram identificados como integrantes do grupo.
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