Polícia
Publicado em 28/05/2026, às 10h40 Foto: Reprodução/Prefeitura de Guarujá Fernanda Montanha
A Polícia Civil investiga a morte de Noah de Andrade Nascimento, de 1 ano, ocorrida no Guarujá, no litoral de São Paulo. O menino chegou sem reação à Unidade de Pronto Atendimento Rodoviária na madrugada da última segunda-feira (26), levado pela mãe, Iarley do Nascimento Bezerra, de 23 anos.
Segundo o relato apresentado inicialmente, a criança teria passado mal após se alimentar. No entanto, durante o atendimento médico, profissionais identificaram sinais de agressão e acionaram a Polícia Militar.
Um laudo do Instituto Médico Legal confirmou posteriormente que o corpo apresentava lesões compatíveis com tortura e suspeita de abuso sexual. A investigação, que começou como caso de maus-tratos e morte suspeita, passou a considerar indícios mais graves após os exames periciais, segundo o Metrópoles.
De acordo com a polícia, Noah apresentava escoriações, arranhões nos pulsos e marcas semelhantes a cortes. O documento do IML também apontou queimaduras de cigarro próximas à axila da criança.
As autoridades afirmam que os indícios encontrados reforçaram a suspeita de violência contínua contra o menino. Após a conclusão preliminar do laudo, a Justiça decretou a prisão temporária da mãe da vítima e de José Erasmo Felix Mouzinho, de 52 anos.
Segundo os investigadores, os dois já tiveram um relacionamento anteriormente. A apuração também indica que Mouzinho era responsável pelo pagamento do aluguel da residência onde Iarley morava.
O pai da criança e a bisavó paterna prestaram depoimento à Polícia Civil. Conforme os relatos, Noah vivia em condições inadequadas e não recebia os cuidados necessários.
Ainda segundo os familiares, o menino já havia sido internado anteriormente com quadro de anemia e obesidade infantil. Os depoimentos foram incorporados ao inquérito que apura as circunstâncias da morte.
A polícia segue reunindo informações, ouvindo testemunhas e analisando os laudos periciais para esclarecer a participação dos suspeitos no caso. Até o momento, os dois permanecem presos temporariamente enquanto as investigações continuam.
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