Polícia
Publicado em 01/07/2026, às 12h56 Foto: Reprodução Amanda Ambrozio
Moradores da comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, denunciaram que uma intervenção da Polícia Militar durante a comemoração da vitória do Brasil sobre o Japão na Copa do Mundo terminou em tumulto na tarde da última segunda-feira (29).
Relatos e registros em vídeo indicam o uso de bombas, spray de pimenta e disparos de advertência em uma rua onde famílias e comerciantes se reuniam para assistir à partida em um telão.
De acordo com o g1, a chegada das equipes provocou correria generalizada entre o público presente, que incluía crianças, gestantes e pessoas com deficiência.
Vídeos gravados no local registraram objetos espalhados pelas ruas após a dispersão e policiais militares orientando comerciantes a fecharem as portas dos estabelecimentos da região.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o episódio teve início durante uma tentativa de abordagem a dois homens que trafegavam em uma motocicleta sem placa e sem capacete.
Conforme a nota oficial, os suspeitos desobedeceram à ordem de parada e iniciaram uma fuga que terminou na Rua Doutor Laerte Setúbal, local onde ocorria a concentração de torcedores.
A pasta estadual afirmou que os policiais foram hostilizados por frequentadores ao chegarem à rua, o que motivou a intervenção para dispersão.
A SSP ressaltou que não houve registro de prisões ou de pessoas feridas na ação, mas confirmou a instauração de uma investigação preliminar para analisar as imagens das câmeras corporais dos agentes.
Um episódio com características semelhantes foi registrado no mesmo dia na comunidade Vale dos Machados, em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo.
Moradores locais relataram que uma operação da Guarda Civil Municipal (GCM) durante as festividades do jogo da Seleção Brasileira também resultou em dispersão com uso de bombas e correria de moradores.
Populares acusaram agentes públicos de realizarem ações na comunidade com o intuito de produzir conteúdo para redes sociais de autoridades locais.
Diante das reclamações e da repercussão dos relatos, a Prefeitura de Guarulhos informou oficialmente que instaurou uma sindicância interna para apurar a conduta dos guardas municipais envolvidos.
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