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Publicado em 20/05/2026, às 23h37 Foto: Reprodução/Vídeo/Roda Viva Andrezza Souza
Acadêmico ajudou a criar instituições importantes, marcou gerações de pesquisadores e recebeu prêmio pelo conjunto da obra
O historiador Carlos Guilherme Mota, considerado um dos principais nomes da produção intelectual brasileira nas áreas de história da cultura e das ideologias, morreu nesta quarta-feira (20), aos 85 anos. A informação foi comunicada pela família à editora responsável pela publicação de parte de suas obras.
Com uma trajetória construída ao longo de décadas na vida acadêmica, Mota se tornou uma das figuras mais influentes da historiografia nacional, deixando contribuições em áreas que ultrapassaram os estudos históricos e alcançaram temas como urbanismo, arquitetura, direito e pensamento social brasileiro.
Nascido em São Paulo, em 1941, iniciou sua formação acadêmica na Universidade de São Paulo (USP), onde se graduou em História em 1963. Na mesma instituição concluiu o mestrado e o doutorado, consolidando uma carreira que seria diretamente ligada à universidade.
Ao longo da carreira, Mota atuou como professor titular da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, instituição onde mais tarde recebeu o título de professor emérito.
Também teve papel importante na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde integrou o Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Nos últimos anos, exercia atividades acadêmicas na Universidade Presbiteriana Mackenzie, lecionando História da Cultura.
Sua atuação também esteve ligada à criação e direção de importantes instituições culturais e acadêmicas do país. Ele foi fundador e primeiro diretor do Instituto de Estudos Avançados da USP e participou da criação do Memorial da América Latina.
Além disso, dirigiu o Arquivo do Estado de São Paulo e participou de diferentes iniciativas voltadas à pesquisa e à produção intelectual.
Em 2009, recebeu o título de professor emérito da USP. Dois anos depois, foi reconhecido pela Academia Brasileira de Letras com o tradicional Prêmio Machado de Assis, concedido pelo conjunto da obra.
O prêmio é considerado uma das principais homenagens da literatura e da produção intelectual brasileira.
A Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP divulgou nota lamentando a morte do professor e destacando sua importância para a formação acadêmica de diferentes gerações.
O velório está previsto para esta quinta-feira (21), das 9h às 15h, no Funeral Home, localizado na Bela Vista, região central de São Paulo.
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