Polícia
Publicado em 25/02/2026, às 14h46 Foto: Reprodução/ Pablo Jacob/Governo de SP Nathalia Quiereguini
Uma estrutura itinerante voltada ao acolhimento de mulheres funcionou durante o Carnaval de rua de São Paulo e registrou alta procura do público.
Instalado em pontos estratégicos da festa, o equipamento reuniu, no mesmo espaço, atendimento policial, orientação jurídica e apoio psicológico.
Ao longo da operação, mais de 11 mil pessoas tiveram contato com a ação e 463 mulheres receberam atendimento direto.
A proposta foi atuar dentro dos próprios eventos, reduzindo a distância entre a vítima e a rede de proteção, segundo informações do G1.
Em vez de buscar ajuda apenas após a ocorrência, foliãs puderam procurar atendimento imediato ainda no local da festa.
A operação percorreu várias etapas do calendário carnavalesco. O serviço começou ainda no pré-Carnaval, seguiu pelos desfiles no sambódromo e encerrou as atividades em um megabloco realizado em parque da capital.
Em cada ponto, a equipe permaneceu durante o período de maior circulação de público.
Além do atendimento presencial, profissionais distribuíram materiais informativos com orientações sobre direitos, formas de denúncia e canais oficiais de apoio.
O objetivo foi ampliar o alcance preventivo da ação, não apenas responder a situações de violência.
A unidade móvel permitiu registrar boletins de ocorrência diretamente no circuito da festa.
Segundo o governo estadual, isso facilitou a adoção de medidas emergenciais e evitou que vítimas precisassem se deslocar até uma delegacia após o evento.
O espaço também funcionou como ponto de informação. Muitas mulheres procuraram a equipe para entender quais atitudes configuram importunação ou violência e quais providências podem ser tomadas.
A procura por orientação, inclusive sem denúncia formal, foi considerada um dos principais indicadores da iniciativa.
A expectativa é manter o modelo ativo após o período carnavalesco. A estrutura deve ser levada para outros eventos com grande concentração de público, como partidas de futebol, durante o mês dedicado às mulheres.
A avaliação do governo é de que a presença física da rede de apoio em ambientes de lazer amplia o acesso aos serviços e incentiva a denúncia.
A estratégia passa a priorizar a prevenção e o atendimento imediato, reduzindo barreiras para quem precisa de ajuda.
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