Política
por Amanda Ambrozio
Publicado em 28/05/2026, às 13h55
A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos na quarta-feira (27), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera as relações trabalhistas no Brasil.
O texto prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e estabelece o fim da escala 6x1, garantindo pelo menos dois dias de folga por semana.
A proposta segue agora para análise do Senado Federal. No primeiro turno, o placar foi de 472 votos a favor e 22 contra; no segundo, consolidou-se com 461 votos favoráveis e 19 contrários.
Apesar do apoio massivo, houve resistência concentrada em partidos de oposição. No primeiro turno, 11 deputados do PL e 4 do Novo votaram contra. Por outro lado, todos os 65 parlamentares do PT votaram favoravelmente ao texto.
Confira o placar das votações:
1º Turno: 472 votos a favor, 22 contra e 18 ausências.
2º Turno: 461 votos a favor, 19 contra e 33 ausências.
Segundo o G1, a resistência à proposta concentrou-se principalmente na ala mais conservadora e liberal da Câmara. Deputados como Kim Kataguiri (Missão), Júlia Zanatta (PL) e Zé Trovão (PL) votaram contra a emenda.
Eles argumentam que a decisão pode impactos econômicos e a necessidade de maior liberdade para negociações entre patrões e empregados.
A base governista e partidos de centro formaram o grande bloco de apoio que garantiu a vitória folgada da PEC.
A votação também foi marcada por faltas de nomes conhecidos que evitaram se posicionar no painel eletrônico. No primeiro turno, 18 deputados estavam ausentes, número que subiu para 33 no segundo turno.
Guilherme Derrite (PP-SP), Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), Pedro Lupion (Republicanos-PR) e Yandra Moura (União Brasil-SE) escolheram não participar da votação.
A proposta agora aguarda a designação de um relator no Senado Federal, onde deve enfrentar novos debates sobre a viabilidade econômica do fim imediato da escala 6x1.
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