Polícia
Publicado em 14/05/2026, às 13h50 Foto: Gabriela Pessanha/Bnews São Paulo Amanda Ambrozio
Na manhã desta quinta-feira (14), a Polícia Civil de São Paulo detalhou a investigação da morte do menino Kratos Douglas, de 11 anos, durante uma coletiva de imprensa ocorrida na delegacia onde foi registrado o caso.
A criança foi encontrada morta na noite da última segunda-feira (11), no bairro do Itaim Paulista, na Zona Leste da capital. O pai da criança, Chris Douglas, a madrasta e a avó foram presos e responderão pelo crime de tortura seguida de morte.
Durante a coletiva, o delegado Thiago Bassi, plantonista do 50º DP (Itaim Paulista), disse ao Bnews SP que a investigação desconstruiu a narrativa inicial apresentada pela família.
Inicialmente, a madrasta e a avó alegaram que o menino era problemático e que as correntes eram usadas para evitar que ele fugisse a caminho da escola.
No entanto, a polícia descobriu que o menino sequer estava matriculado em alguma instituição de ensino, servindo como fator determinante para o indiciamento das duas mulheres por participação no crime.
Chris Douglas admitiu que mantinha o filho acorrentado pelo tornozelo ao pé da cama.
De acordo com o delegado, o corpo do menino apresentava marcas profundas e escoriações nos pés e nos pulsos, evidência do sofrimento prolongado.
Apesar do pai ter tentado justificar o uso das correntes para prevenir fugas, a investigação descartou a possibilidade e classificou o episódio como tortura. Para este crime, a pena pode chegar a 16 anos de reclusão.
Segundo Bassi, não haverá agravantes específicos pelo grau de parentesco.
Na casa onde os crimes ocorriam, viviam outras duas crianças: uma menina de 12 anos (irmã biológica de Kratos) e um bebê de dois anos (filho do acusado com a madrasta).
Ao contrário da vítima, os outros menores não apresentavam sinais visíveis de maus-tratos.
A madrasta e a avó foram localizadas e presas em Santo André, no ABC Paulista. Elas haviam deixado a residência após sofrerem ameaças de vizinhos, que chegaram a depredar um veículo da família.
A PM acompanhou a retirada das duas para a casa de parentes antes da oficialização das prisões. O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico, também acompanhou a coletiva.
A polícia aguarda a quebra do sigilo das câmeras de segurança da residência para entender a real motivação do crime.
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