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PM apreende carro de luxo de Deolane Bezerra na Zona Leste de SP; veja

Giliard Vidal dos Santos, filho de Deolane, dirigia o carro modelo Mercedes-Benz GLC 300 no momento da apreensão; ele foi conduzido à delegacia  |  Foto: Reprodução

Publicado em 10/08/2026, às 11h05   Foto: Reprodução   Amanda Ambrozio

Um veículo Mercedes-Benz GLC 300 registrado em nome de Deolane Bezerra foi apreendido pela Polícia Militar na madrugada deste domingo (9), na Avenida Salim Farah Maluf, na região do Anália Franco, Zona Leste de São Paulo.

Avaliado em pelo menos R$ 260 mil, o carro era conduzido por Giliard Vidal dos Santos, filho mais velho da influenciadora e advogada.

A namorada dele, Bruna Duarte, também estava no veículo.

Segundo o 21º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M), os agentes estavam em patrulhamento quando receberam um alerta relacionado a uma ação criminosa envolvendo o veículo, registrada em 8 de julho deste ano, período em que Deolane já estava presa.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Carro tinha mandado de busca e apreensão

Durante a abordagem, os policiais identificaram um mandado de busca e apreensão expedido pelo delegado Edmar Rogério Dias Caparroz, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Presidente Venceslau.

O departamento é responsável pela investigação que levou Deolane à prisão por suspeita de envolvimento com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Ainda de acordo com a PM, uma consulta ao Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) mostrou que Giliard possui passagens por adulteração de sinal identificador de veículos e ameaça.

No entanto, ele não era alvo de nenhum mandado de prisão e acabou sendo liberado.

A ocorrência foi encaminhada ao 42º Distrito Policial (DP), no Parque São Lucas.

Investigação aponta elo com operador do PCC

As investigações que chegaram até Deolane tiveram como ponto central Everton de Souza, conhecido pelos codinomes "Player" ou "Temer".

Segundo a polícia, ele seria um intermediador e operador financeiro da alta cúpula do PCC, responsável pela gestão de bens e pela destinação de recursos para lideranças da facção, como Marcola e Alejandro.

De acordo com o Metrópoles, Everton atuava como gestor indireto da Lopes Lemos Transportadora, apontada como empresa de fachada criada a pedido das lideranças criminosas.

Ele teria recebido R$ 28,7 mil em transferências e orientado o sócio-administrador da empresa a realizar depósitos em contas de Deolane.

No celular do empresário, os investigadores encontraram comprovantes de transferências para a advogada realizadas entre agosto e outubro de 2020, que totalizaram R$ 24,5 mil.

A defesa afirma que os pagamentos eram referentes à prestação de serviços advocatícios.

Polícia identificou movimentações milionárias

Os investigadores também apontaram a entrada de mais de R$ 1 milhão em depósitos em espécie nas contas de Deolane entre 2018 e 2021, sem origem identificada.

A defesa sustenta que os valores também estavam relacionados ao trabalho da influenciadora como advogada.

A relação entre Deolane e Everton também aparece em registros policiais, nos quais ela figura como representante legal dele e testemunha em ocorrências.

Em depoimento, Everton afirmou ainda que alugava um apartamento da advogada no Tatuapé por R$ 5 mil mensais.

Segundo a polícia, depoimentos de ex-integrantes da facção e publicações em redes sociais indicariam uma amizade próxima entre os dois, incluindo a presença de Everton em eventos familiares da influenciadora.

Investigação começou em 2019

A apuração teve início em 2019, após policiais penais apreenderem bilhetes com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau.

Os manuscritos continham informações sobre a estrutura interna do PCC, a atuação de lideranças criminosas e possíveis ataques contra agentes públicos.

Durante a investigação, a polícia identificou referências a uma "mulher da transportadora", que teria levantado endereços de servidores para auxiliar em ações da facção.

O caso levou à identificação da transportadora e, posteriormente, à Operação Lado a Lado, deflagrada em 2021.

A operação apontou o uso da empresa como braço financeiro do PCC e revelou movimentações consideradas incompatíveis com sua atividade.

Também foram encontrados indícios de repasses a Deolane e de vínculos entre a influenciadora e um dos supostos gestores da transportadora.

Segundo os investigadores, movimentações financeiras expressivas, incompatibilidades patrimoniais e a aquisição de bens de alto padrão fizeram com que Deolane passasse a ocupar posição de destaque na investigação.

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