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Aposentado, quanto recebe o tenente-coronel acusado de feminicídio em SP?

Oficial preso pela morte da esposa passa oficialmente para a reserva e terá remuneração paga pela SPPrev enquanto processo segue na Justiça  |  Foto: Reprodução

Publicado em 11/06/2026, às 07h30 - Atualizado às 07h32   Foto: Reprodução   Andrezza Souza

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, foi oficialmente transferido para a reserva remunerada da Polícia Militar de São Paulo. Com a medida, publicada nesta quarta-feira (10), o oficial deixa a folha de pagamento da corporação e passa a receber seus proventos por meio da São Paulo Previdência (SPPrev).

Segundo apuração do g1, a mudança já passa a valer neste mês de junho. O benefício mensal do militar é de aproximadamente R$ 22 mil, valor que continuará sendo pago pela autarquia estadual enquanto o ato administrativo permanecer válido.

Benefício pode ser suspenso

Ainda conforme o g1, a remuneração poderá ser interrompida caso Geraldo Leite Rosa Neto seja condenado pela Justiça Militar à perda do posto e da patente.

O oficial responde atualmente a um processo no Conselho de Justificação da Polícia Militar, procedimento que pode resultar em sua exclusão definitiva da corporação. Se isso ocorrer, a aposentadoria integral poderá ser cancelada e substituída pelo regime comum de previdência, com valor limitado ao teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Em nota, a Polícia Militar informou que o vínculo financeiro do tenente-coronel passou a ser de responsabilidade da SPPrev e destacou que eventuais alterações no pagamento dependem de decisão judicial definitiva.

SPPrev confirma mudança no pagamento

Foto: Reprodução

A São Paulo Previdência informou que o militar passou a integrar o Sistema de Proteção Social dos Militares, responsável pelo pagamento dos proventos dos agentes que ingressam na inatividade remunerada.

O órgão explicou ainda que atua apenas como gestor da folha de pagamento dos inativos e pensionistas do Estado, realizando os depósitos enquanto o ato administrativo permanecer vigente e adotando eventuais mudanças somente mediante comunicação oficial das autoridades competentes.

Oficial é réu por feminicídio

Geraldo Leite Rosa Neto está preso preventivamente desde março no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital paulista.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o tenente-coronel matou a esposa, Gisele Alves Santana, de 32 anos, e tentou simular um suicídio no apartamento onde o casal morava, na região central de São Paulo.

Inicialmente tratado como suicídio, o caso passou a ser investigado como feminicídio e fraude processual após a conclusão do inquérito policial. O militar já responde pelos dois crimes na Justiça comum, além do procedimento disciplinar instaurado no âmbito da Justiça Militar.

O casal deixou uma filha de 7 anos, que atualmente recebe pensão pela morte da mãe por meio da SPPrev.

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