Polícia
Publicado em 06/10/2026, às 13h12 Carlos Boulos pouco antes de ser atropelado - Foto: Reprodução/TV Record Amanda Ambrozio
Carlos Boulos, de 80 anos, morreu na madrugada desta terça-feira (6), por volta das 4h, três dias após ser atropelado na Avenida 23 de Maio, na região central de São Paulo.
Ele era tio de Guilherme Boulos (PSOL), ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o portal Metrópoles, o cirurgião-dentista estava internado no Hospital das Clínicas desde sábado (3), quando foi atropelado após uma discussão de trânsito.
Com a morte, o caso, inicialmente registrado como tentativa de homicídio, passou a ser investigado como homicídio consumado.
Inicialmente, a ocorrência foi registrada pela Polícia Civil como tentativa de homicídio. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) chegou a informar que o motorista havia deixado o local e estava sendo procurado.
Posteriormente, segundo a defesa, o homem compareceu espontaneamente à delegacia, prestou esclarecimentos e colaborou com a investigação. Os advogados afirmam que ele não teve intenção de atingir ou matar Carlos.
De acordo com a defesa, o motorista teria deixado o local porque se sentiu ameaçado e queria proteger a esposa, o filho e a si próprio.
Os advogados afirmam que essa versão também é sustentada pelos depoimentos de familiares que estavam no veículo.
“Não houve intenção deliberada de atingir ou matar a vítima”, afirmou o advogado Natan Tolintino.
Segundo ele, é prematuro afirmar que houve intenção de matar, já que a dinâmica do episódio ainda está sendo investigada.
Segundo informações do 78º Distrito Policial (Jardins), Carlos desceu da caminhonete após a discussão de trânsito. A versão registrada inicialmente pela polícia aponta que o motorista teria avançado com o carro contra o idoso propositalmente.
O momento do atropelamento foi gravado por uma pessoa que estava atrás dos veículos. Duas testemunhas também teriam presenciado a discussão. A gravação permitiu aos investigadores identificar a placa do automóvel envolvido.
Após o atropelamento, Carlos foi socorrido e levado ao Hospital das Clínicas, onde permaneceu internado até vir a óbito.
A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer a dinâmica da ocorrência e determinar a responsabilidade do motorista.
Carlos era cirurgião-dentista e especialista em periodontia, com mais de 54 anos de experiência profissional. Ele obteve o registro profissional em 1972.
A partir de 2019, passou a ter o chamado título remido, condição concedida por conselhos de classe que isenta o profissional do pagamento de anuidades futuras, mas mantém seus direitos e prerrogativas de atuação.
Carlos era irmão de Marcos Boulos, pai de Guilherme Boulos. Marcos compareceu ao 14º Distrito Policial (DP) para comunicar à Polícia Civil o falecimento do irmão.
Com a morte, a investigação, que inicialmente tratava o caso como tentativa de homicídio, passou a apurar um homicídio consumado.
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