Polícia
Publicado em 09/09/2026, às 14h46 Foto: Reprodução Amanda Ambrozio
Uma apoiadora do PSOL denunciou uma abordagem que considera violenta por parte da Polícia Militar durante uma panfletagem na saída da Estação Vila Sônia, na Zona Sul de São Paulo, na tarde de terça-feira (8).
Segundo o relato registrado no boletim de ocorrência, a mulher estava em uma bancada com materiais de campanha da Bancada Feminista e do candidato Guilherme Cortez quando a PM se aproximou.
Segundo o g1, ela afirma que foi cercada pelos agentes, imobilizada no chão e algemada.
Um vídeo gravado por uma testemunha mostra a mulher deitada com o rosto no chão enquanto ao menos três policiais a seguram. Outros quatro agentes aparecem ao redor da abordagem. Os materiais de campanha também foram apreendidos.
No boletim de ocorrência, a mulher afirmou desconhecer o motivo da abordagem e declarou acreditar ter sido vítima de transfobia.
Assista à abordagem:
Em depoimento, duas policiais que participaram da ocorrência apresentaram uma versão diferente. Segundo a PM, elas estavam em patrulhamento pela Operação Delegada, que também atua na fiscalização de ambulantes e do comércio ilegal.
As policiais afirmaram que pediram “educadamente” que a mulher deslocasse a bancada para um canto da estação, com o objetivo de evitar a obstrução da passagem e preservar o fluxo de pedestres.
Ainda segundo o depoimento, a mulher teria se recusado a atender à solicitação e também a informar sua identidade. As agentes disseram que ela resistiu à abordagem e, por esse motivo, foi necessário recorrer ao “uso moderado de força e de algemas”.
A versão apresentada pelas policiais consta no registro da ocorrência e será confrontada com as demais informações reunidas pelas autoridades.
Após a abordagem, a mulher foi conduzida ao 89º Distrito Policial (Jardim Taboão), onde o caso foi registrado como desobediência.
Ela foi liberada posteriormente. O boletim de ocorrência também registra a apreensão dos materiais de campanha que estavam na bancada utilizada durante a panfletagem.
A mulher, por sua vez, afirmou que a ação policial ocorreu de maneira desproporcional e levantou a suspeita de transfobia como possível motivação para a abordagem.
Procurada, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) não havia se manifestado.
Até o momento, há versões distintas sobre o que motivou a abordagem e sobre a resistência atribuída à mulher.
O vídeo divulgado por uma testemunha registra parte da ação, mas as circunstâncias que levaram ao início da ocorrência ainda precisam ser esclarecidas.
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