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Vorcaro busca novos advogados após ter propostas de delação rejeitadas

Daniel Vorcaro foi transferido para cela especial Papudinha na quinta-feira (25); a defesa do ex-banqueiro é disputada por três escritórios  |  Foto: Divulgação/Polícia Federal

Publicado em 27/06/2026, às 10h57   Foto: Divulgação/Polícia Federal   Amanda Ambrozio

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro iniciou movimentações nos bastidores jurídicos para contratar uma nova banca de advogados.

Vorcaro quer destravar as negociações em torno de um novo acordo de delação premiada, após duas propostas iniciais terem sido rejeitadas pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Atualmente, a defesa do empresário é conduzida pelo criminalista Sérgio Leonardo. A busca por defensores de renome coincide com a mudança na custódia do investigado.

Na noite da última quinta-feira (25), Vorcaro foi transferido da Superintendência da Polícia Federal para uma cela especial no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, complexo conhecido como "Papudinha".

A transferência foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Foto: Divulgação/Banco Master

Divergências nas negociações

A reestruturação da equipe jurídica reflete o atual impasse entre o ex-dono do Banco Master e os órgãos de controle.

De acordo com a CNN Brasil, Vorcaro argumenta que há "má vontade" por parte dos investigadores em relação aos anexos submetidos.

Ele planeja estruturar um acervo probatório considerado mais robusto para a próxima tentativa de acordo.

Por outro lado, integrantes da Polícia Federal seguem céticos quanto ao potencial de Vorcaro em trazer fatos inéditos.

A posição das autoridades indica que uma delação premiada só será homologada caso o investigado forneça elementos de prova consistentes e comprovados que apontem a participação de autoridades públicas nos esquemas sob apuração.

Estrutura inadequada na PF motivou transferência determinada pelo STF

A permanência prolongada de Daniel Vorcaro na Superintendência da PF no Distrito Federal vinha gerando desconforto interno na corporação.

O local carece de infraestrutura para detenções de longa permanência, o que demandou a adaptação improvisada de salas administrativas e o deslocamento de policiais penais federais para reforçar a guarda.

A rotina na unidade sofria com restrições operacionais para o fornecimento regular de refeições, serviços de lavanderia e espaço adequado para o banho de sol do custodiado.

Ao determinar a transferência para o batalhão da PM, o ministro André Mendonça destacou que a permanência nas instalações da PF tornou-se inadequada.

O magistrado reforçou que a mudança de local de custódia possui caráter estritamente operacional e está dissociada do mérito das discussões sobre o andamento de uma eventual colaboração premiada.

Vorcaro deve permanecer isolado de outros investigados vinculados ao mesmo caso que também cumprem pena na unidade.

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