Política
Publicado em 15/10/2026, às 23h01 Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert Andrezza Souza
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reconheceu que ainda há dificuldades para reduzir o tempo de espera por consultas especializadas, exames e cirurgias no Sistema Único de Saúde (SUS). Durante entrevista à Globo, ele afirmou que o governo trabalha para ampliar a oferta de atendimento e citou a contratação de médicos e parcerias com hospitais como medidas em andamento.
“Ainda falta muito porque a fila é muito tempo, as pessoas esperavam dois anos, três anos. Agora o que eu posso te dizer é que nós estamos andando”, declarou Lula.
Questionado sobre a demora no atendimento, o presidente afirmou que o governo encontrou problemas na estrutura da saúde pública e que a recuperação dos serviços exige tempo.
Lula disse que o número de médicos vinculados à rede havia caído antes de seu retorno à Presidência. Segundo os dados apresentados por ele, o país tinha cerca de 20 mil médicos anteriormente e passou a contar com 12 mil quando assumiu novamente o governo. O presidente afirmou que foram contratados mais 16 mil profissionais, com a meta de chegar a 28 mil.
Entre as medidas citadas por Lula está a previsão de colocar 150 carretas em circulação pelo Brasil ainda naquele ano. Os veículos devem oferecer exames, com atenção especial à saúde das mulheres.
O presidente mencionou procedimentos para investigar câncer de mama e câncer de colo do útero, além de outros exames, incluindo ressonância magnética.
Lula também afirmou que o governo trabalha para ampliar o acesso a consultas com especialistas e permitir que pacientes tenham continuidade no atendimento.
Ao comentar a estrutura da rede pública, ele citou ainda a retomada de iniciativas como o Brasil Sorridente e o Farmácia Popular, além da necessidade de renovar ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
O presidente também destacou acordos com hospitais privados e Santas Casas para ampliar a oferta de procedimentos pelo SUS. Segundo Lula, a iniciativa envolve hospitais que utilizam atendimentos na rede pública para abater parte de dívidas com o Estado.
Na entrevista, ele afirmou que foram realizadas 15 milhões de cirurgias eletivas em 2025 e que a previsão para 2026 era chegar a 16 milhões.
A entrevistadora, porém, citou uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) segundo a qual o programa Mais Especialistas ainda não havia conseguido reduzir significativamente o tempo de espera.
Lula respondeu que as medidas estavam em andamento e reconheceu que a demanda acumulada não seria resolvida rapidamente.
Ao fazer um balanço de sua gestão, o presidente também mencionou cerca de 6 mil obras paralisadas que, segundo ele, foram encontradas no início do mandato, incluindo creches, hospitais, postos de atendimento e escolas.
Apesar das iniciativas anunciadas, Lula admitiu que os serviços públicos ainda não atendem a todas as necessidades da população.
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