Política
Publicado em 04/07/2026, às 17h30 Foto: Magnific/jcomp Andrezza Souza
Produtos injetáveis divulgados nas redes sociais com promessas de acelerar a recuperação muscular, estimular a produção de colágeno ou melhorar a cicatrização não possuem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Em publicação de checagem de fatos, a agência reforçou que esses peptídeos são irregulares e não podem ser comercializados ou utilizados para fins de saúde ou estética.
Segundo a Anvisa, esses produtos não estão regularizados em nenhuma categoria, seja como medicamento, suplemento alimentar, cosmético ou alimento. Por isso, não há garantias sobre sua origem, composição, qualidade ou segurança.
A agência explica que os peptídeos são moléculas produzidas naturalmente pelo organismo e desempenham funções importantes, como a regulação hormonal, a cicatrização e a resposta imunológica.
Alguns deles deram origem a medicamentos amplamente utilizados, como a insulina e os fármacos à base de GLP-1, indicados para o tratamento do diabetes e da obesidade. No entanto, esses medicamentos passaram por estudos clínicos e rigorosos processos de avaliação antes de serem aprovados para uso.
De acordo com a Anvisa, substâncias como BPC-157, TB-500, GHK-CU, CJC-1295 e Ipamorelina, frequentemente anunciadas nas redes sociais com promessas de benefícios estéticos ou terapêuticos, não possuem registro no Brasil.
A agência destaca que, para que um medicamento seja autorizado, é necessário comprovar cientificamente sua eficácia e segurança. Além disso, fórmulas manipuladas só podem ser preparadas mediante prescrição médica individualizada e por farmácias de manipulação devidamente regularizadas.
A Anvisa também esclarece que essas substâncias não são autorizadas como suplementos alimentares. No Brasil, suplementos podem ser administrados apenas por via oral, o que impede a comercialização de versões injetáveis nessa categoria.
Outro alerta é para produtos vendidos como cosméticos injetáveis. Segundo a agência, não existem cosméticos de aplicação injetável. Assim, qualquer produto oferecido dessa forma é considerado irregular.
A orientação da Anvisa é que consumidores desconfiem de promessas de resultados rápidos ou "milagrosos" divulgadas na internet e utilizem apenas produtos devidamente regularizados pelos órgãos de vigilância sanitária.
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