Política

Maioria dos estados ainda registra alerta para casos de SRAG, aponta Fiocruz

Foto: pexels/cottonbro studio
Boletim indica estabilização nacional, mas mantém preocupação com vírus respiratórios em grande parte do país  |   BNews SP - Divulgação Foto: pexels/cottonbro studio
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 04/07/2026, às 18h30



A maioria dos estados brasileiros ainda apresenta níveis de alerta, risco ou alto risco para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz. Embora o cenário nacional indique estabilização ou oscilação na tendência de longo prazo, a circulação de vírus respiratórios segue elevada em boa parte do país.

A análise considera a Semana Epidemiológica 25, correspondente ao período entre 6 e 27 de junho, e mostra que apenas Piauí, Rondônia, Pernambuco e Tocantins ficaram fora da classificação de alerta nas duas últimas semanas.

Sudeste e Sul seguem com aumento de casos

Foto: Pexels/Gustavo Fring
Foto: Pexels/Gustavo Fring

O levantamento aponta que Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Roraima continuam apresentando crescimento de casos de SRAG na tendência de longo prazo.

Segundo a Fiocruz, o aumento das hospitalizações está relacionado principalmente ao vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por grande parte dos casos em crianças pequenas. Em algumas regiões, os vírus influenza A e influenza B também seguem contribuindo para o avanço da doença.

Já os casos de SRAG associados à Covid-19 continuam em crescimento no Amazonas e no Ceará, embora o número absoluto de registros permaneça baixo.

Crianças e idosos concentram maior impacto

De acordo com o boletim, a incidência de SRAG continua mais elevada entre crianças pequenas, especialmente por causa do VSR, considerado uma das principais causas de bronquiolite nessa faixa etária.

Entre os idosos, a maior preocupação está relacionada à mortalidade, principalmente em decorrência da influenza A.

A Fiocruz também identificou sinais de interrupção do crescimento dos casos em crianças menores de dois anos e redução entre pessoas de 2 a 49 anos, enquanto os registros continuam aumentando na população idosa.

Vacinação continua sendo principal forma de prevenção

Apesar da estabilização observada em parte do país, os pesquisadores reforçam que ainda não é o momento de abandonar as medidas de prevenção. A recomendação é manter a vacinação em dia, especialmente contra influenza e Covid-19, além do uso de máscaras em unidades de saúde, ambientes fechados e locais com grande circulação de pessoas.

A Fiocruz também orienta que pessoas com sintomas de gripe ou resfriado evitem contato com outras pessoas e, caso precisem sair de casa, utilizem máscaras para reduzir o risco de transmissão dos vírus respiratórios.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp