Política
Publicado em 12/06/2026, às 08h10 Foto: Pexels/Ivo Brasil Andrezza Souza
O Banco Mundial revisou para baixo as projeções de crescimento da economia brasileira para 2026 e 2027. As novas estimativas constam no relatório de perspectivas econômicas globais divulgado nesta quinta-feira (11) e indicam um cenário de desaceleração para os próximos anos.
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 passou de 2% para 1,9%. Já para 2027, a expectativa sofreu uma redução mais expressiva, caindo de 2,3% para 2%.
Na avaliação da instituição, a economia do país deve perder força em razão da redução no ritmo de consumo das famílias, fator que tende a limitar a expansão da atividade econômica.
O relatório também destaca que o processo de desaceleração da inflação perdeu intensidade nos últimos meses. Entre os fatores apontados está a alta nos custos de energia, impulsionada pela escalada do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã, que tem provocado instabilidade no mercado internacional.
Conforme destacou o Metrópoles, o Banco Mundial avalia que o aumento das pressões inflacionárias ligadas ao setor energético contribui para um ambiente econômico mais desafiador, reduzindo as perspectivas de crescimento para o Brasil.
Apesar desse cenário, a instituição observa que o país continua sendo favorecido pelo bom desempenho das exportações, especialmente de commodities e produtos ligados ao setor energético, movimento que também beneficia outras economias da América Latina.
O relatório ainda aponta que a redução de tarifas comerciais pelos Estados Unidos e a entrada em vigor do acordo entre Mercosul e União Europeia melhoraram as perspectivas para os exportadores da região, ampliando o acesso a mercados internacionais e reduzindo parte das incertezas do comércio exterior.
Mesmo com esse suporte, o Banco Mundial estima que a economia da América Latina e do Caribe crescerá apenas 2,2% em 2026, refletindo um ambiente de demanda interna enfraquecida e menor dinamismo da economia global.
A revisão das projeções reforça o cenário de cautela para os próximos anos, em um contexto marcado por pressões inflacionárias, instabilidade geopolítica e desaceleração da atividade econômica mundial.
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