Política

Caixa reformula proposta do plano de saúde em tentativa de encerrar greve nacional dos bancários

Proposta eleva teto de contribuição do banco; decisão sobre o fim da paralisação será tomada em assembleia virtual na segunda-feira (21)  |  Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Publicado em 17/09/2026, às 14h31   Foto: Valter Campanato/Agência Brasil   Marina do Val

A Caixa Econômica Federal apresentou, na madrugada desta quinta-feira (17), uma nova proposta focada na restruturação do Saúde CAIXA

A iniciativa visa avançar nos impasses do novo acordo coletivo da categoria. Apesar das alterações oferecidas pelo banco, a greve nacional iniciada dia 10 de setembro continua em andamento e só poderá ser encerrada após deliberação dos trabalhadores em assembleia.

O atendimento presencial nas agências segue parcial durante o período de paralisação.

O que muda no plano Saúde CAIXA?

O modelo de custeio e os limites de cobrança do plano de saúde de autogestão, que atende empregados, aposentados, pensionistas e seus dependentes, concentraram as principais alterações da minuta. 

A partir de 2027, a participação da Caixa no custeio do plano subirá de 6,5% para 9% da folha de pagamento. Além disso, o reajuste não aplicará faixas de cobrança diferenciadas motivadas exclusivamente pela idade do beneficiário, mantendo o pacto intergeracional. 

Para o ano de 2026, ficou estabelecido que não haverá reajuste nas mensalidades, e o déficit acumulado do plano no período será absorvido integralmente pela instituição. Já a partir de 2027, o titular passará a contribuir com 3,7% de sua remuneração-base, enquanto a mensalidade para dependentes diretos será de R$560. 

Os valores para dependentes indiretos variam entre R$660 (para filhos de 21 a 24 anos) e R$900 (para filhos de 24 a 27 anos, além de pais e mães remanescentes), ficando o limite máximo de contribuição para o grupo familiar direto fixado em 9%.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Coparticipação e telemedicina

A minuta também trouxe redução do custo direto ao usuário no pronto atendimento, baixando a taxa de coparticipação de R$150 para R$120 por consulta. Para atendimentos via telemedicina, a isenção total de coparticipação permanece mantida.

Paralisação segue até assembleia virtual

A greve dos bancários da Caixa prossegue afetando o atendimento nas agências físicas em diversos pontos do país. 

A votação decisiva para aceitar ou rejeitar os termos apresentados ocorrerá em assembleia virtual na próxima segunda-feira (21), das 11h às 18h. 

Em caso de aprovação do texto, os dias de trabalho não prestados durante o movimento deverão ser compensados num prazo de até 180 dias, liberando também os pagamentos relativos à Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e outros benefícios contratuais. 

Até a apuração dos votos, a instituição orienta os correntistas e o público a darem preferência aos canais de atendimento digital, como o aplicativo oficial do banco, o serviço de atendimento por WhatsApp e o telefone.

Classificação Indicativa: Livre


TagsPropostaCaixa Econômica FederalgreveParalisaçãoReajusteSaúde caixaAcordo coletivo

Leia também


Considerado foragido, Milton Leite diz ser inocente e promete se apresentar em 24 horas


Impasse trabalhista cria acúmulo de lixo em São José dos Campos no 2º dia de greve de coletores