Política

Considerado foragido, Milton Leite diz ser inocente e promete se apresentar em 24 horas

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Milton Leite, ex-presidente da Câmara de SP, se manifestou sobre as acusações de envolvimento com o PCC e nega estar foragido  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução / redes sociais @miltonleite.sp

Publicado em 17/09/2026, às 08h32   Natane Ramos



Milton Leite se manifestou sobre as acusações de ligação com infiltrados do PCC no transporte de São Paulo. O ex-presidente da Câmara é alvo da Operação Vectura Corrupta, deflagrada nesta quinta-feira (17) pelo Ministério Público (MP) e pela Polícia Civil de São Paulo.

O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal da cidade Milton Leite (União Brasil) negou estar foragido e revelou que estava em uma viagem, mas se apresentaria às autoridades em até 24 horas. 

Em nota enviada ao g1, a assessoria de Milton Leite informou que ele pretende provar sua inocência perante as acusações de ligação com o Primeiro Comando da Capital.

"Estou em viagem, não estou foragido, e vou me apresentar às autoridades em até 24 horas. Vou provar minha inocência em todas as acusações", declarou Milton Leite no comunicado.

Ex-presidente da Câmara de SP revela perseguição

Em ligação à TV Globo, po ex-parlamentar declarou que estaria sofrendo uma "perseguição". "Eu não tô trabalhando. Eu nem conversei com o advogado. Me parece ser perseguição. Nego qualquer acusação das afirmações apresentadas. Que apresente uma única prova. Eu nego veementemente as acusações. E não estou foragido. Vou me apresentar", constatou.

Considerado foragido, Milton Leite é alvo de um mandado por suspeita de ligação em um esquema criminoso de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no poder público e no sistema de transporte coletivo. 

Na tentativa de cumprir o mandado, os policiais foram à casa de Milton, mas não o encontraram na residência. De acordo com informações da GloboNews, a polícia passou a considerá-lo fugitivo por conta das circunstâncias encontradas no imóvel.

Investigação mira ex-servidores e candidato

A nova etapa da operação investiga o controle financeiro e operacional do PCC sobre 12 empresas de ônibus com indícios de fraudes sistemáticas em licitações. A outra frente foca na "sintonia dos gravatas", que reúne advogados com envolvimento nos crimes e na legitimação dos interesses da facção.

A investigação também aponta envolvimento de ex-servidores do alto escalão da Prefeitura de São Paulo e identificou um candidato a deputado, e ex-candidato a prefeito, que teve a campanha eleitoral custeada pela facção.

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