Política

Caso na Alerj: fala de Gilmar Mendes sobre jogo do bicho chama atenção

Ministro do STF afirma que mais de 30 deputados estão envolvidos em esquema de mesadas ligadas ao jogo do bicho no Rio de Janeiro.  |  Foto: Reprodução/Tv Globo

Publicado em 10/04/2026, às 09h08   Foto: Reprodução/Tv Globo   Fernanda Montanha

O ministro do Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta quinta-feira (9) que ouviu relatos de que mais de 30 deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro estariam recebendo mesadas ligadas ao jogo do bicho.

A declaração ocorreu durante o julgamento que discute como será feita a eleição para o governo do estado após a renúncia de Cláudio Castro. Segundo Mendes, a informação teria sido repassada por um diretor da Polícia Federal, embora ele não tenha detalhado quando a conversa ocorreu nem identificado o responsável.

“O presidente da Assembleia está preso. Eu conversava com o diretor-geral da Polícia Federal que dizia que 32 ou 34 parlamentares recebiam mesada do jogo do bicho”, afirmou o ministro em plenário.

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro respondeu em nota que não reconhece qualquer vínculo com atividades ilegais e negou a existência de investigações envolvendo a atual legislatura, segundo o G1.

Julgamento no STF

O Supremo analisa ações para definir se a escolha do novo governador será feita por eleição direta, com voto popular, ou indireta, realizada pela Alerj.

Até o momento, o placar está em 4 votos a 1 a favor do modelo indireto. Votaram nesse sentido os ministros André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia, além de Luiz Fux. Já Cristiano Zanin votou a favor da eleição direta.

O julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro Flávio Dino, que defendeu aguardar a publicação do acórdão do Tribunal Superior Eleitoral sobre a cassação de Castro.

Situação política no Rio

Atualmente, o governo do estado está sob comando do desembargador Ricardo Couto, que assumiu interinamente após a saída de Castro.

O estado também está sem vice-governador desde que Thiago Pampolha deixou o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas.

Na linha sucessória, o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, não pôde assumir após ter o mandato cassado e ser preso novamente no fim de março.

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