Política
Publicado em 25/02/2026, às 11h56 - Atualizado às 12h00 Foto: Reuters Nathalia Quiereguini
A sequência de temporais que atinge Minas Gerais nesta semana não dá sinais de trégua, e o problema já não é apenas a chuva que cai agora, mas principalmente a que já caiu.
Com o solo completamente encharcado, qualquer novo volume pode desencadear efeitos em cadeia: enxurradas rápidas, alagamentos repentinos e deslizamentos em áreas urbanas.
O cenário mais delicado é observado em Juiz de Fora, onde a saturação do terreno transformou encostas e regiões de drenagem precária em pontos críticos.
Técnicos do Cemaden classificam o risco como muito alto, ou seja, não se trata apenas de possibilidade, há grande chance de novos eventos ocorrerem, segundo informações do g1.
Nos últimos dias, os volumes superaram 150 milímetros em 24 horas em cidades da Zona da Mata.
Na prática, isso significa que a água já não infiltra mais: ela escorre. Quando isso acontece, ruas viram canais improvisados e pequenas elevações de terra podem ceder de repente.
A chuva prevista para os próximos dias encontra um terreno que perdeu sua capacidade natural de absorção.
O resultado costuma aparecer horas depois da tempestade: muros caem, barrancos deslizam e córregos transbordam rapidamente. Além da Zona da Mata, outras regiões do estado também entram no radar.
O alerta de grande perigo do Instituto Nacional de Meteorologia inclui áreas do Vale do Rio Doce, sul e sudoeste mineiro, e se estende para parte do Sudeste, como litoral paulista e Rio de Janeiro.
Eventos extremos seguidos mudam completamente a resposta da cidade à chuva. A primeira pancada molha o solo. A segunda infiltra. A terceira escorre. A quarta destrói.
Esse efeito acumulativo explica por que muitas ocorrências acontecem mesmo quando a chuva do momento não parece tão intensa quanto a anterior. O perigo deixa de ser meteorológico e passa a ser geológico e hidrológico.
Os sistemas de alerta consideram dois tipos de ameaça:
No nível muito alto, equipes de emergência passam a trabalhar com a possibilidade real de evacuações preventivas, interdição de áreas e acionamento de sirenes.
A recomendação principal para moradores de encostas ou áreas próximas a cursos d’água é simples: observar sinais do terreno.
Estalos, rachaduras, água barrenta brotando do chão e postes inclinando costumam anteceder deslizamentos.
O período mais crítico ainda não terminou e, neste momento, o maior risconão é atempestade visível, mas o impacto silencioso que ela deixa acumulado no solo.
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